Coluna Pra. Regina Vilela - A importância do amor para a Educação

Coluna Pra. Regina Vilela - A importância do amor para a Educação

Atualizado: Terça-feira, 12 Fevereiro de 2008 as 12

Desde a sua concepção, o ser humano precisa ser amado e aceito, quando isto não acontece o bebê pode morrer de carência afetiva, ou se tornar uma criança autista. "Se não houver satisfação emocional as crianças morrem"  - Jo Coudert.

A criança busca atenção. Se não for notada quando expressa o comportamento certo, ela poderá buscá-la de forma agressiva, violenta e destrutiva. "Uma surra é preferível à indiferença".

"Os filhos não precisam de pais gigantes, mas de seres humanos que falem a sua linguagem e sejam capazes de penetrar-lhes o coração".

"Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser"  -  Augusto Cury.

O sentido de significado é desenvolvido na criança desde a fecundação quando o bebê é aceito pela mãe. Amado e desejado desde a noticia da gravidez, o seu desenvolvimento físico e intelectual será diferente daquele que é rejeitado.

Ao nascer, o carinho com que a mãe amamenta o seu bebê desenvolve nele o sentimento de que pertence a alguém, gerando segurança e conforto. Crianças morrem de carência afetiva (C.A.). Mesmo que sejam alimentadas, limpas e vestidas, se não eceberem afeto nos primeiros momentos de vida, poderão morrer ou desenvolver psicopatias congênitas como autismos, depressão, rejeição, suicídio.

A presença do pai é importante neste período para que a criança perceba que existe alguém, além da mãe que o recém-nascido considera com a extensão do seu próprio corpo, e é este alguém que vai ajudar na formação da personalidade da criança. O pai representa a "Lei", o superego, o que determina o que a criança pode e o que não pode fazer.

A influência paterna é fundamental para desenvolver a personalidade masculina (no menino) e feminina (na menina) no período de desenvolvimento conhecido como "Complexo de Édipo", que ocorre na faixa etária de 3 a 5 anos. A influencia negativa deste pai, ou sua total ausência, poderá provocar o distúrbio de personalidade conhecido como homossexualismo, que pode se manifestar desde a infância, desenvolvendo meninos afeminados ou meninas masculinizadas.

O homossexualismo pode se manifestar na fase adulta, mesmo em indivíduos que nunca apresentaram estas características antes, alguns até casados e com filhos, como perversão sexual, mas causado por um distúrbio da personalidade mal formada na infância.

É preciso valorizar a criança, elogiar seus atos bons, repreender e castigar os atos maus. É preciso mostrar para a criança o seu lugar dentro do lar, que papel ela representa como filha. É preciso impor limites e regras, ensinar os princípios e valores, segundo o padrão de Deus. É preciso ser firme, constante, sem vacilar nas ordens dadas, nunca ser complacente com os erros, mas sempre elogiar os acertos. É preciso estar atento para não ridicularizar, nem humilhar a criança na frente de outras pessoas. É preciso ter domínio próprio para nunca disciplinar com ira nem injustamente.

A disciplina é para corrigir e não para provocar a ira dos filhos. Ela deve desenvolver frutos de justiça e não de ódio. A disciplina não pode gerar mágoa no coração de quem é disciplinado. Tudo isto leva a criança ao conhecimento de "quem ela é de onde veio e para onde vai". A questão que os filósofos até hoje tentam responder.

Moldar vidas exige tempo, tolerância, paciência, fé, abnegação, amor e trabalho. Nossa atitude diante da tarefa de criar filhos pode ser a da paralisação ou da edificação espiritual, de medo ou de fortalecimento da nossa fé.

"Há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem. Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo."  - Augusto Cury.

Regina Vilela de Lima Nagy é pastora e teóloga. Trabalha com aconselhamento conjugal, é professora na rede estadual e municipal e dá aulas de psicologia, filosofia e aconselhamento pastoral na Faculdade de Cultura e Ensino Teológico de Osasco e no Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini.

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