Como falar de sexo com o meu filho?

Como falar de sexo com o meu filho?

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 4:08

O que é sexo? De onde eu venho? Como eu nasci? Estas são apenas algumas das perguntas feitas pelas crianças que deixam os pais sem saber o que dizer, pois não é sempre que estão preparados para esclarecer os questionamentos dos pequenos.

Para o pediatra Marcelo Reibscheid, é importante que esta conversa se inicie pela criança e não pelos pais. “Deve-se responder apenas o que for questionado, na medida em que a curiosidade aparece, e de uma forma satisfatória para o filho”.

Usar de outros artifícios, como a leitura de um livro, também pode ser importante para a criança, mas não exclui o diálogo com os pais. “Tem que ler junto e explicar, abrindo espaço para uma conversa franca, porque o pequeno tem que se sentir amparado. Este bate-papo vai fortalecer ainda mais o vínculo entre pais e filhos”, explica o pediatra.

É importante entender o que a criança sabe sobre sexo para que as informações sejam passadas de maneira clara e de acordo com os valores da família. “Pergunte o que ele sabe sobre o assunto e onde aprendeu. Agir de forma natural ajuda a criar uma relação de confiança e garante segurança para o filho”.

Muitas vezes, esse é um assunto muito mais delicado para os adultos do que para as crianças. Se o seu filho fizer a mesma pergunta várias vezes, não demonstre irritação. Repita a explicação quantas vezes forem necessárias. “Se a criança pergunta duas vezes a mesma coisa é porque ainda está com dúvidas”, esclarece Reibscheid.

E esta responsabilidade cabe tanto ao pai como à mãe. “Não existe a divisão de menino falar com o pai e menina com a mãe. Ambos devem conversar com a criança. É claro que há algumas dúvidas de meninos, como a higiene do pênis, que o pai pode explicar melhor, mas a mãe deve estar junto nesta conversa”.

Quando tudo começa É a partir de 1 ano e meio que a criança já percebe diferenças, mas para ela, são só anatômicas. “É como se uma pessoa fosse mais gordinha que a outra”, diz o médico.

Entre 5 e 6 anos, as perguntas mais curiosas chegam, porque a criança percebe que há outras diferenças entre homem e mulher. “Esta é uma fase importante para que os pais ensinem que somente eles podem beijar os filhos e fazer carinhos, e que outras pessoas não podem fazer o mesmo. Isso ajuda os pais a identificar uma possível pedofilia, por exemplo”, finaliza o pediatra.

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