Como investir em imóveis com menos de 80 mil

Como investir em imóveis com menos de 80 mil

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 9:50

Se sua disponibilidade para investir é menor do que a faixa de 80 000 a 200 000 reais, não desista. Por meio dos fundos imobiliários é possível aplicar quantias bem menores. "O fundo imobiliário é um instrumento que substitui a escritura do imóvel por um modelo de negócio idêntico a um fundo de renda fixa. O investidor delega a administração a um especialista e não precisa dedicar seu tempo aos cuidados com o imóvel, nem necessita se relacionar com os inquilinos", diz Sérgio Belleza Filho, consultor de investimentos, em São Paulo.

Um dos fundos imobiliários mais conhecidos do mercado por estar entre os pioneiros e ser um exemplo de sucesso é o FII Shopping Higienópolis. Lançado em 1999, exigiu aplicação mínima de 10 000 reais. Cada cota valia 100 reais na época. Em março deste ano, pouco mais de dez anos depois do lançamento do fundo, cada cota estava sendo negociada a 365 reais. A rentabilidade mensal de quem entrou no fundo em 1999 estava em 1,47%. Outro exemplo que os especialistas gostam de citar é o prédio Almirante Barroso, no Rio de Janeiro, que foi lançado em 2000 e a cota valia 1 000 reais. Em abril, o valor tinha pulado para 2 301 reais. A taxa mensal estava em 1,62% no mês passado para quem entrou no fundo no lançamento.

Quem comprou a cota em abril contou com juro de 0,70% ao mês. Um detalhe: as cotas do Almirante Barroso são negociadas diariamente na bolsa, onde acontece atualmente o mercado secundário desse tipo de investimento. Os fundos imobiliários têm taxa de administração que pode ser cobrada sobre a rentabilidade ou sobre o patrimônio. O comum é que as taxas sobre rentabilidade sejam de cerca de 2%.

Aquelas que são cobradas sobre o patrimônio variam de acordo com o perfi  dos fundos. Os que têm administração ativa, que o gestor comercializa e aluga os imóveis com frequência, cobram entre 1% e 1,5% sobre o patrimônio ao ano. Se o fundo é passivo, como é o caso de um prédio com fim específico, a taxa é bem menor.

ESPECULAÇÃO

Para o investidor especulativo e profissional, é possível, ainda, fazer alavancagem com imóveis. Como? Usa-se 20% do valor do imóvel para dar entrada e solicita-se um financiamento; aluga-se o imóvel; paga-se a prestação com o dinheiro do aluguel; vende-se o apartamento um ano depois (se o imóvel for bem escolhido é comum conseguir 10% a mais no valor total) e quita-se o financiamento. Embolsa- se a diferença entre o preço da venda e a quantia usada para honrar o empréstimo. Especialistas financeiros garantem que dá para conseguir ganho de até 50% na jogada. Mas cuidado, envolve risco maior e os especialistas não a recomendam ao investidor comum.

Muita cautela no curto prazo

Cautela é a palavra de ordem para aqueles que querem comprar para vender em curto espaço de tempo. Afinal, acertar na compra do imóvel não é tarefa simples. Ainda mais se o objetivo é lucrar no curto prazo. E mais: é necessário considerar que o curto prazo, quando se trata de imóveis, tem significado próprio. Comprar e revender, por mais rápido que seja, pode demorar vários meses.    

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