Como não deixar o relacionamento esfriar

Como não deixar o relacionamento esfriar

Atualizado: Quarta-feira, 15 Dezembro de 2010 as 12:43

• Tire um tempo para ser um casal

Um jantar durante a semana pode não parecer algo que vai acender a chama da paixão, mas um estudo da Universidade de Stony Brook, EUA, mostrou que sair algumas vezes por mês e ir a lugares diferentes pode, sim, aproximar os casais. E não precisar ser um jantar, mas qualquer compromisso social que envolva novidade e no qual o casal possa se aproximar e dividir as emoções (e memórias). Isso porque o prazer de novas descobertas faz o cérebro produzir dopamina e as experiências em comum sempre serão associadas aos parceiros.

Uma boa pedida é fazer exercícios juntos. Casais que se engajam conjuntamente em uma rotina de exercícios têm 94% menos chances de abandonar o hábito. Os exercícios físicos aliviam o estresse, aumentam o nível de disposição, melhoram a sensação da imagem corporal e também é ótimo para a libido.

• Bom humor é fundamental

Se você tem filhos adolescentes, eles provavelmente irão reclamar, mas lembrar de histórias dos “bons tempos” faz que o casal reavive os laços afetivos que os uniram. Doris Bazzini, da Universidade Estadual de Appalachian, EUA, acompanhou mais de 50 casais que foram entrevistados sobre suas histórias de vida em conjunto. Aqueles casais que cultivavam lembranças de seu relacionamento – lembravam melhor e com mais detalhes – também eram os que tinham melhor nível de satisfação no relacionamento.

De acordo com a pesquisadora, pessoas que riem das mesmas coisas validam a opinião umas das outras. E as memórias que fazem sentido apenas para o casal são ainda mais recompensadoras, diz Bazzini.

• Se interessar pelo dia da pessoa

Pode parecer clichê, mas perguntar “como foi seu dia?” é um ritual que faz que os casais fiquem por dentro de pequenos detalhes da vida um do outro – que pode os unir – e ficam atentos às variações de humor um do outro. Além disso, diz Angela Hicks, da Universidade de Westminster, no Reino Unido, os casais que discutem sobre detalhes de suas vidas profissionais parecem ter mais bom humor no dia seguinte, além de se sentirem mais íntimos e conectados com os parceiros.

• Brigar não é tão ruim, mas exagerar nos embates, sim

Uma pesquisa da Universidade do Michigan, EUA, feita por Kira Birditt, mostrou que se irritar com o parceiro eventualmente é algo normal, e pequenas brigas são reflexo de ajustes no relacionamento. Mas saber se expressar é fundamental, diz a pesquisadora. Gritar, xingar e perder o foco das brigas é sinal de um problema mais profundo, e mostra que um dos parceiros – ou ambos – está com problemas mais sérios e que estão influenciando negativamente a saúde do relacionamento.

• Briguem como um casal

Benjamin Selder, pesquisador da Universidade da Califórnia, é autor de um estudo que mostrou que quando um casal briga, mas mantém a coletividade – utilizando palavras como “nós, nossos”, etc. – os efeitos da discussão são menos danosos para o nível de satisfação do relacionamento. Denotar independência do parceiro – utilizando o “eu”, “você”, “meu”, etc. – é sinônimo de mais sentimentos negativos no dia seguinte à briga. De acordo com o pesquisador, indicar essa coletividade demonstra que o parceiro aposta no relacionamento, diz Selder.

• Celebre o sucesso do parceiro

Demonstrar satisfação quando o parceiro fala de uma pequena vitória no seu dia a dia é algo que conta muitos pontos em um relacionamento, diz uma pesquisa da Universidade da Califórnia, que entrevistou aproximadamente 80 casais.

De acordo com os resultados do estudo, isso também é uma via de mão dupla: o modo como o parceiro reage – mais ou menos intensamente – a um momento de conquista da esposa ou do marido denota o nível de satisfação com o relacionamento.

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