Conselho para decisões financeiras

Conselho para decisões financeiras

Atualizado: Terça-feira, 20 Outubro de 2009 as 12

A tomada de decisões, em qualquer área da vida, afeta-nos diretamente, bem como àqueles que estão sob nossa influência. Na área do dinheiro, que é o foco deste artigo, a compra de um item de alto valor sem um planejamento adequado, pode levar a um nível de endividamento tal que pressione de forma significativa o equilíbrio mental e emocional de uma pessoa ou família. Por esta razão, o aconselhamento deve ser parte vital do processo de tomada de decisões financeiras. Infelizmente, as pessoas, em geral não buscam conselho para suas decisões financeiras. O velho ditado popular, "se conselho fosse bom não se daria, seria vendido", ainda parece caracterizar a postura de boa parte das pessoas na sociedade moderna. O orgulho pessoal também é um fator que contribui para se alijar o conselho do cotidiano das pessoas. A realização de desejos pessoais também é fator significativo para se decidir isoladamente.

José e Moisés - Conselheiros excelentes

Há diversas passagens do Antigo Testamento onde conselhos são dados para o tomada de decisões. José, além de ser intérprete dos sonhos, também foi também um hábil conselheiro do faraó. Seu clássico aconselhamento com relação às providências a serem tomadas para os períodos de fartura e fome contribuíram para sua ascenção como primeiro ministro do faraó. (Gn 41.33-39). Assim, José é um exemplo clássico de como bons conselhos podem influenciar positivamente uma grande quantidade de pessoas.

O conselho de Jetro (Ex 18.13-27), sogro de Moisés, também teve impacto significativo na forma como Moisés redirecionou a administração da tomada de decisões no âmbito da embrionária sociedade de Israel. É razoável imaginarmos que o próprio Moisés, que julgava as causas do povo, o aconselhava de acordo com as parâmetros estabelecidos na lei e no seu relacionamento com Deus.

Provérbios - riqueza de conselhos

Em Provérbios encontramos diversas passagens que tratam da importância de se tomar conselho para todas as nossas decisões, o que conseqüentemente, inclui a tomada de decisões na área do dinheiro. Em 12.15, o escritor declara: "O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos." Para as pessoas que rejeitam o conselho, suas idéias parecem ser sempre as melhores e seus planos, ideais. Mas, principalmente quando falamos de dinheiro, todo cuidado é pouco. Não raramente confundimos necessidades com desejos, o que pode nos levar a decisões precipitadas se não seguirmos um processo decisório seguro, que inclui o conselho para a tomada de decisões. O escritor de Provérbios nos orienta a buscar conselho.

Ainda em Provérbios, conselho está diretamente ligado à sabedoria. Por exemplo, em 8.14, o autor, referindo-se à sabedoria, diz: "meu é o conselho sensato; a mim pertencem o entendimento e o poder." Logo, nem todo o conselho é qualificado a nos fazer bem. Ele deve estar ancorado na sabedoria para que possa propiciar os frutos de decisões coerentes. O entendimento e poder duradouros são conseguidos como resultados de buscarmos a sabedoria.

Concluindo

O aconselhamento é parte vital no processo de tomada de decisões financeiras. Portanto, tomar conselho pode fazer a diferença entre o sucesso e fracasso de suas finanças. No próximo artigo vamos falar sobre onde encontrar conselho eficazes para a gestão do seu dinheiro.

Paulo de Tarso é engenheiro civil e mestre em teologia. É o idealizador e organizador do Site, Palestra e Seminário Finanças para a Vida e do Projeto Educação Financeira para Todos ([email protected])

veja também