Coragem para uma segunda chance

Coragem para uma segunda chance

Atualizado: Sexta-feira, 27 Março de 2009 as 12

Alguns casais de namorados que se separam acabam tentados a retomar o relacionamento algum tempo depois. A questão é se há possibilidade de serem felizes definitivamente nessa segunda fase, ou se o reencontro será apenas como os 45 minutos do segundo tempo de uma partida de futebol que leva para um final definitivo.

O momento é de reflexão, pois agir com o coração nessa hora pode ser fatal. É preciso analisar muito bem os prós e os contras antes de dar um passo tão importante. Uma conversa sincera que aborde os erros que levaram à ruptura é de importância vital.

Se o desejo de recomeçar o relacionamento é mútuo e se há o interesse sincero em não medir forças para uma restauração, vale a pena tentar.

Muitos casais de namorados tentam uma reconciliação por medo da solidão, por se acharem incapazes de ter um outro relacionamento ou até mesmo por pressões da família. O melhor, nesses casos, é prosseguir sozinho, e se dar uma oportunidade mais à frente orando por outra pessoa. É preciso preservar a auto-estima e compreender que Deus sempre tem o melhor para todos os seus filhos. Segundo os terapeutas de casais, a evolução de uma reconciliação só é fato quando vários fatores são levados em conta. Um dos assuntos que deve ser colocado em pauta é se os erros que levaram ao fim do relacionamento continuam existindo.

O casal de namorados precisa dizer não às ilusões. A vontade de voltar não pode ser motivada por uma atração física forte de um pelo outro. Porque se for assim haverá poucas chances, ou quase nenhuma, de o relacionamento sobreviver.

Se não houver sinceridade e a roupa suja não for lavada com muita clareza de palavras e exposição de sentimentos, assumindo erros e resolvendo problemas que levaram ao fim pela primeira vez, é inevitável que a crise apareça de novo. Pensar que os problemas se resolverão mais à frente ou que o outro mudará, é pura ilusão. É preciso amadurecer e entender que sem mudanças não há futuro.

Para que uma reconciliação tenha chances reais de dar certo, o casal de namorados precisa estar disposto a mudar sua conduta e investir no relacionamento para que flua com harmonia.

Nada de esperar que o companheiro tente adivinhar o que se passa na cabeça do outro. O diálogo é essencial, o certo é fazer pedidos diretos, simples e concretos. Ser sincero expondo os sentimentos mais profundos.

Toda reconciliação passa por um processo de tempo prolongado. Se o casal começar a exigir velocidade nas mudanças do outro, pode se frustrar. É preciso paciência para não desanimar diante dos inconvenientes, que fazem parte de qualquer convívio humano. Segundo alguns terapeutas envolvidos em reconciliações, o período de seis a nove meses é um bom prazo para se ter uma visão se a segunda chance pode dar certo ou não.

veja também