Crianças X alimentação: quem será que ganha essa?

Crianças X alimentação: quem será que ganha essa?

Atualizado: Terça-feira, 13 Outubro de 2009 as 12

O dia das crianças não está aí só para promover brinquedos para a garotada. Também é hora de reaver certos assuntos ligados à saúde, como por exemplo, a alimentação dos pequenos, cada vez mais preocupante.

Guloseimas à vontade? Chocolates e bolachas recheadas? Balas e chicletes? Espere um pouco. Algo está errado, aliás, muito errado. Tudo bem que as crianças estão sempre na ativa e gastam muita energia, mas não é por isso que elas podem comer besteirinhas sempre que quiserem. Erros alimentares na infância são muito difíceis de serem revertidos e ainda podem se agravar no futuro.

Você mesma pode perceber certos vícios alimentares que não consegue largar. E certamente você os tem desde criança.  Por isso, devemos fazer tudo que está ao nosso alcance para ensinar hábitos mais saudáveis às crianças. Quem sabe um dia elas até possam nos ensinar!

O ideal é que a educação alimentar comece ainda quando a criança está na barriga da mãe. Uma alimentação correta trará saúde ao bebê e à gestante, certamente.  Douglas Carignani Jr., cirurgião oncológico e especialista em Medicina Biomolecular, explica que após os seis meses de aleitamento materno a criança deverá começar a experimentar de tudo um pouco. Assim, a cada quinzena, ou a cada mês, é possível apresentar novas verduras, frutas ou novos legumes.

Você sabia que a infância é conhecida como o estágio da bagunça alimentar? As crianças começam a contestar o que comem e os pais, erroneamente, além de não explicarem ainda "empurram" comidas que o filho diz não gostar, que quase sempre são as que fazem bem.

Quer passar dessa fase sem causar estresse à criança e a você? Então, atenção:

- Jamais obrigue seu filho a comer o que não faz parte dos hábitos alimentares da família, ou seja, se você não come beterraba, a criança certamente não comerá. Mude seus hábitos, mas sempre para a melhor! O nutricionista completa: "O exemplo vem dos pais. Não adianta querer que os filhos comam alimentos saudáveis se os pais não gostam e também não comem".

- Legumes e verduras são importantes. Estimule seu filho a experimentá-los. Provavelmente a primeira reação vai ser a rejeição do sabor, mas não desista e nem force a criança. Planeje soluções diferentes. Prepare tortas nutritivas, misture os legumes ao arroz, faça cremes e etc. Use a criatividade. Pode apostar que dá certo!

- Não se iluda! As crianças jamais abolirão o fast food do cardápio. Por isso, não negue a presença deles em nosso meio.  "Isso pode ser combinado com os filhos, para que eles possam comer um pouco de fast food no final da semana, por exemplo’, sugere Douglas.

- O ambiente também tem que ajudar. Evite confusões na hora de comer. Desligue a TV e o rádio. Chame todos para a mesa. Estudos já comprovaram a importância desse hábito para evitar a obesidade, por exemplo.

- Uma ótima dica é pedir ajuda a criança na hora de preparar a refeição. O interesse por novos sabores desperta com a curiosidade dos baixinhos.

- Deixe as crianças se servirem. Assim elas conhecerão a quantidade suficiente para satisfazê-las. Sem comer demais e nem de menos.

Esses são pequenos hábitos que proporcionam muito prazer. Alimentar-se é uma tarefa complexa, ainda mais nos dias de hoje. Por isso, encare a refeição de maneira diferente, com consciência, disciplina e muita calma. Depois, transmita tudo para as crianças. Elas merecem esse presente!

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