Dicas de como contratar uma boa babá para seu filho

Dicas de como contratar uma boa babá para seu filho

Atualizado: Quinta-feira, 30 Julho de 2009 as 12

Toda mulher que trabalha, quando engravida, já fica se perguntando com quem vai deixar o bebê quando a licença maternidade terminar. Esta é a dúvida da telespectadora, Cristiane Reis. Ela enviou um e-mail para o Bom Dia Rio contando da dificuldade de encontrar uma creche e perguntando dicas de como contratar uma babá. "Ela deve ter experiência, deve ser recomendada?" "Qual o perfil ideal?" A difícil escolha de quem vai cuidar do seu filho é o tema da nossa reportagem especial desta semana.

A separação entre mãe e filho é muito difícil. Tem que trabalhar, tem que deixar a criança com alguém, mas com quem deixar? Será que vai cuidar direito da criança? Será que vai dar comida direito? Será que vai dar carinho? Esta é uma hora de sofrimento para as mães.

Na casa da família Gimenez o dia começa cheio de recomendações.

"Mãe depois tem que ver o horário para dar o xarope dela, que é de oito em oito horas, e depois fazer a nebulização dela, ta?", recomenda Jeane Gimenes a mãe.

Todo o dia é a mesma coisa. Jeane, a mãe tem que sair para trabalhar e a avó, Dona Marisi é quem fica com Giovana, a netinha de 4 anos.

"Foi muito difícil voltar a trabalhar. Eu ligava muitas vezes para casa, pra saber dela porque ela era bem pequenininha", conta Jeane Gimenes.

Para Jeane o que ajudou nesta separação foi poder contar com a ajuda da mãe.

"Quando eu contei a minha mãe que eu ía ter um bebê ela se prontificou em ficar com a criança e em momento nenhum pensei em outra pessoa que não fosse a avó. Eu tinha certeza que era uma pessoa que não ía maltratar a minha filha em hipótese alguma, de jeito nenhum, então isso me deixou muito tranquila", diz Jeane.

Pergunto para Jeane se ela pensou na possibilidade de uma creche ou de uma babá, mas ela diz que nunca gostou de nenhuma das opções por causa do custo e de uma situação vivida pela sobrinha.

"Minha cunhada comentou que tinha dispensado a babá porque descobriu que a menina queria ficar dormindo o dia inteiro, se trancava dentro do quarto de solteiro que tinha da menininha, deitava na cama e deixava a menina brincando em volta dela e negligenciava os horários de café da manhã, almoço. A minha cunhada depois de pesquisar bastante pegou e conseguiu uma creche em tempo integral muito boa, mas só que era muito cara", diz Jeane.

Jeane afirma que há momentos em que a relação entre avó e neta causa problema.

"Minha mãe é mais condescendente do que eu", afirma Jeane.

"Porque às vezes ela opina a senhora tem que bater e eu digo: ‘Eu não vou bater’", conta Dona Marisi.

"Porque eu acho que muitas vezes um tapinha não vai matar a criança", argumenta Jeane.

Discussão à parte, chega a hora de Jeane sair para o trabalho. Agora o dia continua no quarto de Giovana. Dona Marisi, 73 anos, senta e brinca sempre atenta!

"Arrumo, dou o banhozinho nela, almoço, ajeito ela, arrumo ela direitinho, escovo os dentinhos. Aí eu arrumo e levo ela, pois ela entra 12h40. É cansativo.Tem semanas que eu tiro numa boa, mas já tem semanas que vai chegando quarta, quinta e eu já sinto aquele cansaço, um desânimo", conta Dona Marisi.

Giovana, claro, adora as horas com a vovó do lado.

Agora vamos conhecer Dona Bete. Lá vem ela, popular na rua onde mora em Nilópolis.

"Como ela é conhecida na rua?", pergunta a repórter às moradoras.

"Ela é moradora antiga", diz uma moradora.

"Toma conta de crianças para as mães poderem trabalhar", fala outra.

"Ela é a babá das crianças", afirma uma senhora.

"As mães que precisam trabalhar e não tem com quem deixar, ela toma conta. E ela toma conta muito bem, ela trata muito bem", fala outra senhora.

E lá se vão dez anos dedicados a este trabalho: cuidar dos filhos das vizinhas.

"Dar alimentação da criança na hora certa, cuidar da criança como se fosse o filho da gente. Eu acho que tem que ser assim. Tem que respeitar a criança e respeitar também a mãe, porque a mãe sai e deixa a criança com confiança. Eu fico feliz assim quando a mãe deixa a criança pequenininha, aí a criança vai crescendo. Porque eu tive a participação de cuidar daquela criança. Aí a gente vê aquela criança crescendo no dia a dia bem, entende?", diz Dona Bete.

Outras características da babá / cuidadora são as seguintes:

- Ser acolhedora e gostar de crianças;

- Ser maior de idade, mas não há idade limite. Isso depende das condições de saúde da pessoa;

- Ter experiência, seja profissional, seja porque já cuidou dos próprios filhos ou de filhos de outras pessoas;

- Estar disponível para se dedicar por inteiro à tarefa de cuidar da criança. O ideal é que a babá/cuidadora não acumule tarefas domésticas;

- Ter paciência;

- Ter autoridade e convicção para disciplinar a criança quando necessário;

- Ter empatia e saber se colocar no lugar da criança;

- Ter vigilância constante. Dar um jeito de estar sempre com a criança por perto se tiver que exercer alguma outra tarefa;

- Saber se comunicar com a criança. Este é um ponto de destaque para Rita de Moraes. Ela afirma que conversar e interagir com a criança é muito importante. É preciso compartilhar situações, brincar junto e dar tempo e espaço para essas brincadeiras.

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