"Eu sempre acreditei que poderia engravidar"

"Eu sempre acreditei que poderia engravidar"

Atualizado: Segunda-feira, 31 Janeiro de 2011 as 3:49

Um milagre. Certamente essa é a única conclusão a que chega qualquer pessoa que ouvir a história da professora Regiane Medeiros da Silva Martins e do seu marido, Fábio Oliveira da Silva. Casados há 6 anos, eles já tentavam ter filhos há quatro, mas sem sucesso. As razões para tanta dificuldade de engravidar não foram surpresa para a Regiane, que falou ao Portal Guia-me num domingo pela manhã, no berçário de sua igreja, em Guarulhos, enquanto ficava de olho no pequeno Fabrício, de apenas 1 ano e dez meses.

Ainda durante o seu namoro com Fábio, Regiane conta que precisou retirar um dos ovários por conta de problemas de saúde. Até aí, não haveria tantas dificuldades para engravidar. No entanto, logo após o casamento, veio a notícia preocupante: o único ovário de Regiane tinha policistos, ou seja, era impossível o casal gerar filhos. “Nessa época eu fui num médico muito ruim, que me desanimou demais, mas foi aí que eu acreditei no Deus no impossível, pois sabia que por Ele eu poderia engravidar”, diz Regiane.

Após muitas visitas a diversos médicos, Regiane não desistia e não parava de tentar engravidar. Em uma das vezes em que sua menstruação atrasou, ela conta que já queria correr e fazer o teste, mas preferiu esperar. De tão ansiosa que ficou, acabou fazendo um exame de urina e um de sangue, mas somente o primeiro deu positivo. Para confirmar, sua médica pediu uma ultrassonografia e este comprovou a gravidez impossível, mas tão desejada. “Eu sempre acreditei que poderia engravidar e fazia o teste todo mês... eu acreditava muito em Deus que eu poderia engravidar... aí eu fui descansando em Deus e só quando eu descansei completamente, o Senhor me deu essa benção...”, conta ela.

Regiane conta que a expectativa da gravidez foi muito grande para ela e para o marido, tanto que eles mesmos confessam ter colocado o amor pelo filho acima do amor do casal por Deus, que havia lhes dado o pequeno Fabrício. “Quando nasceu o Fabrício teve icterícia, ficou vários dias internado, foi muito grave e poderia ir para o cérebro e afetar o desenvolvimento dele. Aí o pastor foi visitá-lo, orou e mostrou que de tão grande que era o meu amor pelo meu filho eu estava colocando ele acima do minha adoração e minha dedicação. Ele falou que nós precisávamos passar por aquilo para que voltássemos a colocar o Senhor em primeiro lugar”, diz Regiane. Ela fala que por conta disso perdeu exatamente os primeiros dias da chegada do bebê, as visitas e que isso a fez cair em si. “Eu entendi que precisava colocar o meu amor por Deus em primeiro lugar e foi quando eu acordei, tratei o Fabrício com uns banhos, orava e entregava a vida dele nas mãos do Senhor e aí ele ficou bom”, confessa ela com um grande sorriso no rosto.

O casal acredita que seu relacionamento com o Fabrício seja diferente dos outros pais por causa de tudo que eles passaram para que o bebê chegasse. Regiane se acha dez vezes mais dedicada e mais ligada ao filho e diz que na época de seu nascimento ficava apavorada até quando ele chorava. “Eu dizia ‘Deus me deu ele de presente, eu num posso deixá-lo chorar, num posso deixá-lo sofrer’”, confessa. “Tudo é o Fabrício. Eu não consigo deixá-lo, aonde eu vou eu tenho que levá-lo”.

Ao ser questionada se tem o desejo de ter outros filhos ela é clara que sim e que acredita que vai viver outro milagre. “Eu ficava muito chateada quando as pessoas me falavam pra adotar, porque eu queria muito ter um filho que saísse de mim”, diz. “Mas não agora, porque filho toma muito o nosso tempo e agora eu não conseguiria me dedicar tanto como me dedico a ele”. Clique nos links abaixo para conhecer as histórias: “Como assim grávida?!”

“Eu sempre acreditei que poderia engravidar”

Um “acidente planejado” Por Laelie Machado

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