Existe um novo homem?

Existe um novo homem?

Atualizado: Sexta-feira, 8 Outubro de 2010 as 4:01

Você também acha que o homem está mais sensível? Que chora mais, se sente mais culpado, sabe cozinhar e é entusiasta da emancipação feminina? Num mundo prioritariamente machista, esses novos homens aparecem quase perdidos numa selva onde até as mulheres estão mais endurecidas.

Esses homens foram alvo de uma pesquisa feita pelo IbopeMídia, há 3 anos, em parceria com o Target Group Index, chamada "Novo homem, comportamento e escolhas". Na pesquisa, 47% dos homens acham difícil conciliar trabalho paternidade e casamento 8% dos que são pais seguem carreira solo, solteiros.

A maioria se considera bem preparada para lidar com mulheres mais bem sucedidas do que eles.

Em casa, a cozinha ganhou grande importância. Ele gosta de cozinhar, prefere passar uma noite em casa a sair e pensa em melhorar o ambiente onde vive. Mais de 70% deles faz as tarefas cotidianas e 60% fazem as compras de mercado. "Eu concordo que os homens tem se dado melhor na cozinha. Eu não sei fritar um ovo e meu irmão é quem prepara os jantares para a mulher dele. Nós dois tivemos a mesma educação, e acho que somos os dois parte dessa nova ordem dos gêneros", diz a publicitária Alcione Andrada.

Maurício Paiva, 29 anos, é um desses novos homens. Se acha sensível, cozinha, manda flores e ainda mora com os pais. Ele se encaixa bem na pesquisa do Ibope, que levantou que muitos ainda não saíram de casa - e não acham isso ruim. Embora considerem importante a independência financeira, 61% dos solteiros ainda preferem não sair deixar o lar-doce-lar. "Não tenho porque morar sozinho, gerar mais despesa. Penso em casa, mas não vou sair de casa antes disso", afirma. "Adolescência tardia é uma característica do novo homem", pontua a pesquisa assinada por Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media Information.

Quando casam, são do tipo família. Metade deles deixaria o trabalho de lado para cuidar dos filhos - e se consideram capazes de cuidar da casa e dos pimpolhos - e quase todos se declaram totalmente prestativo às esposas em qualquer ocasião. Esse novo homem, moderno, não acha que lugar de mulher seja dentro de casa. Apenas 21% admitiram essa opinião machista na pesquisa.

Esse novo homem também é mais vaidoso e se preocupa com valores estéticos (deles mesmos). Segundo a pesquisa, o uso de produtos cosméticos cresceu 16% de 1999 a 2007. E 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. Nas clínicas de estética isso é bem visível, com tratamentos crescendo exponencialmente ao público masculino. "Esse consumidor é altamente focado, pois uma vez que decide, é absolutamente fiel e obstinado para obter e manter os resultados. O homem retorna fielmente às consultas e se submete aos procedimentos mais invasivos (Botox, laser, preenchedores) sem pestanejar", afirma a médica dermatologista Bhertha M. Tamura. "Hoje, o paciente masculino não tem mais receio de solicitar o tratamento do visual diretamente ao dermatologista. Todos nós sabemos que isso não muda a masculinidade. Ao contrário, mostra que o homem finalmente está se dando o direito de cuidar da imagem, deixando para trás a ideia de ser apenas um trabalhador que supre a família".

Enquanto no século XX ele primava por onipotência e liberdade, agora preza tolerância e flexibilidade. O machismo deu lugar à delicadeza e as mulheres, em grande maioria, comemoram. Mas para os homens, viver nessa nova ordem não é fácil. Para ajudar os mais perdidos, Xico Sá escreveu "Chabadabadá - Aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha" (Editora Record). Nele, analisa relacionamentos amorosos, o papel do macho moderno, as queixas femininas.

Outro que também serve para ajudar o novo homem a viver com menos dor é Miguel Paiva. No livro "Sentimento Masculino - Manual de Sobrevivência na Selva" (Editora Record), jura ajudar a dispensar alguns anos de terapia aos homens. Mas serve às mulheres, já que tenta explicar o que se passa na cabeça deles. Inclusive dos novos espécimes. Tão raros (ou escondidos) ainda, mas já tão adoráveis.

F onte: Vila Dois

Postado por Laelie Machado

Você também acha que o homem está mais sensível? Que chora mais, se sente mais culpado, sabe cozinhar e é entusiasta da emancipação feminina? Num mundo prioritariamente machista, esses novos homens aparecem quase perdidos numa selva onde até as mulheres estão mais endurecidas.

Esses homens foram alvo de uma pesquisa feita pelo IbopeMídia, há 3 anos, em parceria com o Target Group Index, chamada "Novo homem, comportamento e escolhas". Na pesquisa, 47% dos homens acham difícil conciliar trabalho paternidade e casamento 8% dos que são pais seguem carreira solo, solteiros.

A maioria se considera bem preparada para lidar com mulheres mais bem sucedidas do que eles.

Em casa, a cozinha ganhou grande importância. Ele gosta de cozinhar, prefere passar uma noite em casa a sair e pensa em melhorar o ambiente onde vive. Mais de 70% deles faz as tarefas cotidianas e 60% fazem as compras de mercado. "Eu concordo que os homens tem se dado melhor na cozinha. Eu não sei fritar um ovo e meu irmão é quem prepara os jantares para a mulher dele. Nós dois tivemos a mesma educação, e acho que somos os dois parte dessa nova ordem dos gêneros", diz a publicitária Alcione Andrada.

Maurício Paiva, 29 anos, é um desses novos homens. Se acha sensível, cozinha, manda flores e ainda mora com os pais. Ele se encaixa bem na pesquisa do Ibope, que levantou que muitos ainda não saíram de casa - e não acham isso ruim. Embora considerem importante a independência financeira, 61% dos solteiros ainda preferem não sair deixar o lar-doce-lar. "Não tenho porque morar sozinho, gerar mais despesa. Penso em casa, mas não vou sair de casa antes disso", afirma. "Adolescência tardia é uma característica do novo homem", pontua a pesquisa assinada por Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media Information.

Quando casam, são do tipo família. Metade deles deixaria o trabalho de lado para cuidar dos filhos - e se consideram capazes de cuidar da casa e dos pimpolhos - e quase todos se declaram totalmente prestativo às esposas em qualquer ocasião. Esse novo homem, moderno, não acha que lugar de mulher seja dentro de casa. Apenas 21% admitiram essa opinião machista na pesquisa.

Esse novo homem também é mais vaidoso e se preocupa com valores estéticos (deles mesmos). Segundo a pesquisa, o uso de produtos cosméticos cresceu 16% de 1999 a 2007. E 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. Nas clínicas de estética isso é bem visível, com tratamentos crescendo exponencialmente ao público masculino. "Esse consumidor é altamente focado, pois uma vez que decide, é absolutamente fiel e obstinado para obter e manter os resultados. O homem retorna fielmente às consultas e se submete aos procedimentos mais invasivos (Botox, laser, preenchedores) sem pestanejar", afirma a médica dermatologista Bhertha M. Tamura. "Hoje, o paciente masculino não tem mais receio de solicitar o tratamento do visual diretamente ao dermatologista. Todos nós sabemos que isso não muda a masculinidade. Ao contrário, mostra que o homem finalmente está se dando o direito de cuidar da imagem, deixando para trás a ideia de ser apenas um trabalhador que supre a família".

Enquanto no século XX ele primava por onipotência e liberdade, agora preza tolerância e flexibilidade. O machismo deu lugar à delicadeza e as mulheres, em grande maioria, comemoram. Mas para os homens, viver nessa nova ordem não é fácil. Para ajudar os mais perdidos, Xico Sá escreveu "Chabadabadá - Aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha" (Editora Record). Nele, analisa relacionamentos amorosos, o papel do macho moderno, as queixas femininas.

Outro que também serve para ajudar o novo homem a viver com menos dor é Miguel Paiva. No livro "Sentimento Masculino - Manual de Sobrevivência na Selva" (Editora Record), jura ajudar a dispensar alguns anos de terapia aos homens. Mas serve às mulheres, já que tenta explicar o que se passa na cabeça deles. Inclusive dos novos espécimes. Tão raros (ou escondidos) ainda, mas já tão adoráveis.

F onte: Vila Dois

Postado por Laelie Machado

Você também acha que o homem está mais sensível? Que chora mais, se sente mais culpado, sabe cozinhar e é entusiasta da emancipação feminina? Num mundo prioritariamente machista, esses novos homens aparecem quase perdidos numa selva onde até as mulheres estão mais endurecidas.

Esses homens foram alvo de uma pesquisa feita pelo IbopeMídia, há 3 anos, em parceria com o Target Group Index, chamada "Novo homem, comportamento e escolhas". Na pesquisa, 47% dos homens acham difícil conciliar trabalho paternidade e casamento 8% dos que são pais seguem carreira solo, solteiros.

A maioria se considera bem preparada para lidar com mulheres mais bem sucedidas do que eles.

Em casa, a cozinha ganhou grande importância. Ele gosta de cozinhar, prefere passar uma noite em casa a sair e pensa em melhorar o ambiente onde vive. Mais de 70% deles faz as tarefas cotidianas e 60% fazem as compras de mercado. "Eu concordo que os homens tem se dado melhor na cozinha. Eu não sei fritar um ovo e meu irmão é quem prepara os jantares para a mulher dele. Nós dois tivemos a mesma educação, e acho que somos os dois parte dessa nova ordem dos gêneros", diz a publicitária Alcione Andrada.

Maurício Paiva, 29 anos, é um desses novos homens. Se acha sensível, cozinha, manda flores e ainda mora com os pais. Ele se encaixa bem na pesquisa do Ibope, que levantou que muitos ainda não saíram de casa - e não acham isso ruim. Embora considerem importante a independência financeira, 61% dos solteiros ainda preferem não sair deixar o lar-doce-lar. "Não tenho porque morar sozinho, gerar mais despesa. Penso em casa, mas não vou sair de casa antes disso", afirma. "Adolescência tardia é uma característica do novo homem", pontua a pesquisa assinada por Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media Information.

Quando casam, são do tipo família. Metade deles deixaria o trabalho de lado para cuidar dos filhos - e se consideram capazes de cuidar da casa e dos pimpolhos - e quase todos se declaram totalmente prestativo às esposas em qualquer ocasião. Esse novo homem, moderno, não acha que lugar de mulher seja dentro de casa. Apenas 21% admitiram essa opinião machista na pesquisa.

Esse novo homem também é mais vaidoso e se preocupa com valores estéticos (deles mesmos). Segundo a pesquisa, o uso de produtos cosméticos cresceu 16% de 1999 a 2007. E 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. Nas clínicas de estética isso é bem visível, com tratamentos crescendo exponencialmente ao público masculino. "Esse consumidor é altamente focado, pois uma vez que decide, é absolutamente fiel e obstinado para obter e manter os resultados. O homem retorna fielmente às consultas e se submete aos procedimentos mais invasivos (Botox, laser, preenchedores) sem pestanejar", afirma a médica dermatologista Bhertha M. Tamura. "Hoje, o paciente masculino não tem mais receio de solicitar o tratamento do visual diretamente ao dermatologista. Todos nós sabemos que isso não muda a masculinidade. Ao contrário, mostra que o homem finalmente está se dando o direito de cuidar da imagem, deixando para trás a ideia de ser apenas um trabalhador que supre a família".

Enquanto no século XX ele primava por onipotência e liberdade, agora preza tolerância e flexibilidade. O machismo deu lugar à delicadeza e as mulheres, em grande maioria, comemoram. Mas para os homens, viver nessa nova ordem não é fácil. Para ajudar os mais perdidos, Xico Sá escreveu "Chabadabadá - Aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha" (Editora Record). Nele, analisa relacionamentos amorosos, o papel do macho moderno, as queixas femininas.

Outro que também serve para ajudar o novo homem a viver com menos dor é Miguel Paiva. No livro "Sentimento Masculino - Manual de Sobrevivência na Selva" (Editora Record), jura ajudar a dispensar alguns anos de terapia aos homens. Mas serve às mulheres, já que tenta explicar o que se passa na cabeça deles. Inclusive dos novos espécimes. Tão raros (ou escondidos) ainda, mas já tão adoráveis.

F onte: Vila Dois

Postado por Laelie Machado

Você também acha que o homem está mais sensível? Que chora mais, se sente mais culpado, sabe cozinhar e é entusiasta da emancipação feminina? Num mundo prioritariamente machista, esses novos homens aparecem quase perdidos numa selva onde até as mulheres estão mais endurecidas.

Esses homens foram alvo de uma pesquisa feita pelo IbopeMídia, há 3 anos, em parceria com o Target Group Index, chamada "Novo homem, comportamento e escolhas". Na pesquisa, 47% dos homens acham difícil conciliar trabalho paternidade e casamento 8% dos que são pais seguem carreira solo, solteiros.

A maioria se considera bem preparada para lidar com mulheres mais bem sucedidas do que eles.

Em casa, a cozinha ganhou grande importância. Ele gosta de cozinhar, prefere passar uma noite em casa a sair e pensa em melhorar o ambiente onde vive. Mais de 70% deles faz as tarefas cotidianas e 60% fazem as compras de mercado. "Eu concordo que os homens tem se dado melhor na cozinha. Eu não sei fritar um ovo e meu irmão é quem prepara os jantares para a mulher dele. Nós dois tivemos a mesma educação, e acho que somos os dois parte dessa nova ordem dos gêneros", diz a publicitária Alcione Andrada.

Maurício Paiva, 29 anos, é um desses novos homens. Se acha sensível, cozinha, manda flores e ainda mora com os pais. Ele se encaixa bem na pesquisa do Ibope, que levantou que muitos ainda não saíram de casa - e não acham isso ruim. Embora considerem importante a independência financeira, 61% dos solteiros ainda preferem não sair deixar o lar-doce-lar. "Não tenho porque morar sozinho, gerar mais despesa. Penso em casa, mas não vou sair de casa antes disso", afirma. "Adolescência tardia é uma característica do novo homem", pontua a pesquisa assinada por Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media Information.

Quando casam, são do tipo família. Metade deles deixaria o trabalho de lado para cuidar dos filhos - e se consideram capazes de cuidar da casa e dos pimpolhos - e quase todos se declaram totalmente prestativo às esposas em qualquer ocasião. Esse novo homem, moderno, não acha que lugar de mulher seja dentro de casa. Apenas 21% admitiram essa opinião machista na pesquisa.

Esse novo homem também é mais vaidoso e se preocupa com valores estéticos (deles mesmos). Segundo a pesquisa, o uso de produtos cosméticos cresceu 16% de 1999 a 2007. E 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. Nas clínicas de estética isso é bem visível, com tratamentos crescendo exponencialmente ao público masculino. "Esse consumidor é altamente focado, pois uma vez que decide, é absolutamente fiel e obstinado para obter e manter os resultados. O homem retorna fielmente às consultas e se submete aos procedimentos mais invasivos (Botox, laser, preenchedores) sem pestanejar", afirma a médica dermatologista Bhertha M. Tamura. "Hoje, o paciente masculino não tem mais receio de solicitar o tratamento do visual diretamente ao dermatologista. Todos nós sabemos que isso não muda a masculinidade. Ao contrário, mostra que o homem finalmente está se dando o direito de cuidar da imagem, deixando para trás a ideia de ser apenas um trabalhador que supre a família".

Enquanto no século XX ele primava por onipotência e liberdade, agora preza tolerância e flexibilidade. O machismo deu lugar à delicadeza e as mulheres, em grande maioria, comemoram. Mas para os homens, viver nessa nova ordem não é fácil. Para ajudar os mais perdidos, Xico Sá escreveu "Chabadabadá - Aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha" (Editora Record). Nele, analisa relacionamentos amorosos, o papel do macho moderno, as queixas femininas.

Outro que também serve para ajudar o novo homem a viver com menos dor é Miguel Paiva. No livro "Sentimento Masculino - Manual de Sobrevivência na Selva" (Editora Record), jura ajudar a dispensar alguns anos de terapia aos homens. Mas serve às mulheres, já que tenta explicar o que se passa na cabeça deles. Inclusive dos novos espécimes. Tão raros (ou escondidos) ainda, mas já tão adoráveis.

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