Falhar é humano

Falhar é humano

Atualizado: Terça-feira, 5 Abril de 2011 as 11:46

Muitos pais de hoje parecem dispostos a ir cada vez mais longe para proteger seus filhos da dor de expectativas frustradas, um brinquedo que não ganharam ou um jogo que perderam. Algumas  pré-escolas têm uma política contra convidar apenas colegas selecionados para uma festa de aniversário para que todos sintam-se incluídos. Na festa, não se pode brincar de dança da cadeira porque alguém acaba sem um assento e sente-se excluído. E tudo porque não queremos que nossos filhos se sintam mal consigo mesmos.

A ironia é que as decepções são benéficas para as crianças. Aprender a lidar com contratempos ajuda a desenvolver as principais características que eles precisam para ter sucesso, como a coragem, a recuperação emocional, o pensamento criativo e a capacidade de colaborar. "Os pais veem o fracasso como uma fonte de dor para os seus filhos em vez de uma oportunidade para ele dizer, 'eu posso lidar com isso. Eu sou forte '", diz Madeline Levine, autora de The Price of Privilege: How Parental Pressure and Material Advantage Are Creating a Generation of Disconnected and Unhappy Kids ("O Preço do Privilégio: como a pressão dos pais e uma vantagem material estão criando uma geração de crianças desligadas e infelizes").

A revista Psychological Science in the Public Interest mostrou que ter autoestima elevada não faz com que os filhos tirem melhores notas ou se deem melhor em sua carreira. "O sucesso leva à sensação de bem-estar consigo mesmo, e não o contrário", explica Roy Baumeister, psicólogo da Universidade Estadual da Flórida.

Será que você deve resistir ao desejo de reconstruir a torre de blocos de seu filho, quando ela cai no chão? Não há resposta certa. Mas há passos que podem lhe ensinar como lidar quando as coisas não funcionam, exatamente, da maneira que seu filho quer.

Seja o guia do seu filho

Você não pode estar lá para acalmá-lo toda vez que ele se sente excluído ou não consegue realizar uma tarefa. Então prepare seu filho para lidar com contratempos. Da próxima vez que ele chegar em casa chorando porque as outras crianças não o deixaram brincar de pega-pega, você pode perguntar como ele poderia mudar a situação, da próxima vez. Quanto mais soluções possíveis ele encontrar, melhor. Evite vetar ideias tolas para não tolher a sua resolução criativa de problemas.

Não exagere nos elogios

Encher uma criança de elogios pode fazer mais mal do que bem. Os pequenos que são superelogiados podem ficar dependentes de terceiros para aprovação - só é um desenho bonito se a mamãe colocá-lo na geladeira - e podem acabar precisando de um fluxo constante de feedback positivo para se sentirem valorizadas. "Fazer um esforço é algo que os pequenos podem controlar, e por isso infundelhes o poder de trabalhar mais e de lidar com o fracasso," diz a Dra. Levine. No entanto, se

atribuem o sucesso à sua inteligência, mas depois falham, tendem a perder a motivação. Isso não quer dizer que você nunca deva elogiar seu filho, mas um pouco já é suficiente. E lembre-se de valorizar seu esforço.

Incentive-o a tentar coisas novas

Crianças, naturalmente, gravitam em torno dos passatempos que lhes interessam e em que eles se superam. Mas, se o seu filho evita tentar uma atividade diferente porque tem medo de como vai se sair, ele vai perder a vontade de ampliar seus horizontes. Os pais muitas vezes limitam os filhos por serem superprotetores. Introduza a criança numa excursão por coisas novas, e deixe claro que ela não deve sentir a necessidade de quebrar qualquer recorde mundial. "Seu trabalho é salientar o esforço e melhora", diz Levine.

A ironia é que as decepções são benéficas para as crianças. Aprender a lidar com contratempos ajuda a desenvolver as principais características que eles precisam para ter sucesso, como a coragem, a recuperação emocional, o pensamento criativo e a capacidade de colaborar. "Os pais veem o fracasso como uma fonte de dor para os seus filhos em vez de uma oportunidade para ele dizer, 'eu posso lidar com isso. Eu sou forte '", diz Madeline Levine, autora de The Price of Privilege: How Parental Pressure and Material Advantage Are Creating a Generation of Disconnected and Unhappy Kids ("O Preço do Privilégio: como a pressão dos pais e uma vantagem material estão criando uma geração de crianças desligadas e infelizes").

A revista Psychological Science in the Public Interest mostrou que ter autoestima elevada não faz com que os filhos tirem melhores notas ou se deem melhor em sua carreira. "O sucesso leva à sensação de bem-estar consigo mesmo, e não o contrário", explica Roy Baumeister, psicólogo da Universidade Estadual da Flórida.

Será que você deve resistir ao desejo de reconstruir a torre de blocos de seu filho, quando ela cai no chão? Não há resposta certa. Mas há passos que podem lhe ensinar como lidar quando as coisas não funcionam, exatamente, da maneira que seu filho quer.

Seja o guia do seu filho

Você não pode estar lá para acalmá-lo toda vez que ele se sente excluído ou não consegue realizar uma tarefa. Então prepare seu filho para lidar com contratempos. Da próxima vez que ele chegar em casa chorando porque as outras crianças não o deixaram brincar de pega-pega, você pode perguntar como ele poderia mudar a situação, da próxima vez. Quanto mais soluções possíveis ele encontrar, melhor. Evite vetar ideias tolas para não tolher a sua resolução criativa de problemas.

Não exagere nos elogios

Encher uma criança de elogios pode fazer mais mal do que bem. Os pequenos que são superelogiados podem ficar dependentes de terceiros para aprovação - só é um desenho bonito se a mamãe colocá-lo na geladeira - e podem acabar precisando de um fluxo constante de feedback positivo para se sentirem valorizadas. "Fazer um esforço é algo que os pequenos podem controlar, e por isso infundelhes o poder de trabalhar mais e de lidar com o fracasso," diz a Dra. Levine. No entanto, se

atribuem o sucesso à sua inteligência, mas depois falham, tendem a perder a motivação. Isso não quer dizer que você nunca deva elogiar seu filho, mas um pouco já é suficiente. E lembre-se de valorizar seu esforço.

Incentive-o a tentar coisas novas

Crianças, naturalmente, gravitam em torno dos passatempos que lhes interessam e em que eles se superam. Mas, se o seu filho evita tentar uma atividade diferente porque tem medo de como vai se sair, ele vai perder a vontade de ampliar seus horizontes. Os pais muitas vezes limitam os filhos por serem superprotetores. Introduza a criança numa excursão por coisas novas, e deixe claro que ela não deve sentir a necessidade de quebrar qualquer recorde mundial. "Seu trabalho é salientar o esforço e melhora", diz Levine.

veja também