Homens e mulheres se saem bem em funções exercidas pelo sexo oposto

Homens e mulheres se saem bem em funções exercidas pelo sexo oposto

Atualizado: Segunda-feira, 14 Dezembro de 2009 as 12

Fenômeno ganha cada vez mais força: eles fazem o trabalho que antes era só delas e elas passaram a fazer o trabalho deles.

Você entregaria suas unhas a um homem? "O importante é a qualidade, o profissionalismo da pessoa", comenta uma cliente.

Cláudio Santos começou pintando as unhas das irmãs e descobriu uma vocação. Tem cliente que fica meio cabreira. "Quem não me conhece fica meio surpresa quando chega no salão para fazer unha e eu sento para fazer. Depois é só elogio", compara o manicure Cláudio Santos.

O baiano já tem 23 anos de profissão e é um dos manicures mais procurados do salão onde trabalha, em Salvador.

Se os homens estão buscando alternativas para ganhar a vida, levar dinheiro para casa, as mulheres não ficam atrás. Estão aprendendo com eles os segredos das profissões que os homens sempre dominaram. Nos canteiros de obras tem muita mãe e avó pegando no pesado.

Lúcia Evangelista saiu das cozinhas de hospitais para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Rio de Janeiro. Só mudaram os ingredientes.

"Tem medida do açúcar para o bolo, farinha de trigo no bolo. Aqui tem medida da areia, terra, cimento. Acho que é tudo igual, só muda, é claro, que aqui é uma massa que a gente utiliza para levantar, construir e a outra, para alimentar", comenta a pedreira Lúcia Evangelista.

Márcia Pereira de Jesus era cabeleireira. Mas morria de inveja dos pedreiros. Virou pedreira e está economizando na academia.

Ivana do Carmo também precisa de preparo físico pra encarar as estradas. A destemida caminhoneira é o orgulho da família. "Meu pai fala que tem seis filhos homens, não só cinco, porque ele me encara como homem. Chego na casa dele e o papo é só caminhão, carreta", afirma a caminhoneira Ivana do Carmo.

O único problema é a jornada dupla: "A vantagem é que eu adoro dirigir, a desvantagem é chegar em casa e limpar".

Márcia, a cabeleireira que trocou as escovas e o secador pela pá e o cimento acha que as mulheres são mais caprichosas: "Não desfazendo deles, mulher faz devagar, mas faz mais bem feito do que eles".

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