Honrarás pai e mãe

Honrarás pai e mãe

Atualizado: Sexta-feira, 7 Outubro de 2011 as 9:47

Uma máxima religiosa pregada por diferentes religiões, honrar os pais, em todas as idades, é algo que infelizmente parece estar caindo em desuso nos dias de hoje.  

É frequente ler, aqui no site, comentários de filhos que não querem cuidar de seus pais idosos. Para isto, buscam uma série de justificativas que racionalizem isto, atribuem a responsabilidade a outros, limitam-se a apenas contribuir financeiramente com os cuidados, porém, deixam algo importante de lado: o carinho para com seus pais.

Honrar pai e mãe não se resume a arcar com as necessidades financeiras destes, ou mesmo contratar um bom cuidador. Honrar, numa definição de dicionário significa, dentre outras explicações, respeitar.

E o respeito é algo que deve ser construído ao longo da vida. É hipocrisia cobrar que filhos adultos respeitem seus pais idosos se não houve respeito enquanto eram crianças e adolescentes. O respeito de constrói a partir das relações familiares – os pais precisam ensinar os filhos a respeitarem os outros desde tenra idade, além de também se darem ao respeito. O que vemos em muitas famílias é que isto não acontece, portanto, fica difícil cobrar respeito dos filhos quando os pais já estão idosos. Que pai idoso vai esperar ser respeitado pelo filho se, enquanto jovem, debochava de idosos na presença dos filhos? As crianças aprendem pelo exemplo, e em tenra idade, seus pais são seus verdadeiros heróis, em quem os filhos querem sempre se espelhar.

Os filhos que realmente honram e respeitam seus pais não hesitam em cuidar deles quando os mesmos estão idosos ou doentes. Inicialmente, eles sentem o senso de retribuição por aqueles que cuidaram deles enquanto crianças, e mostravam dedicação e respeito. Assim, não se preocupam apenas com a sobrevida dos seus pais. Desejam sim, dar o melhor para eles, a exemplo do que seus pais fizeram consigo enquanto crianças.

Independente de orientação religiosa, mas se todos os  filhos honrassem seus pais, amando-os incondicionalmente, não seria necessária a criação de leis de proteção ao idoso. Também não existiriam tantos conflitos familiares emergentes do “jogo de empurra” de quem irá cuidar da mamãe doente ou do papai dependente. Não existiria violência física ou psicológica. Não existiriam tantos casos de abandono de idosos.

Numa sociedade marcada pelo consumo, essa preocupação dos filhos em apenas pagar pelos cuidados ou pela sobrevivência dos pais idosos reflete uma cruel  realidade, em que o dinheiro fala mais alto que o afeto entre filhos e pais. Cabe a nós fazermos esta mudança de paradigma, colocando o amor, a família e os cuidados para falar mais alto.

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