Independência na relação a dois

Independência na relação a dois

Atualizado: Sexta-feira, 8 Outubro de 2010 as 11:01

Alô, onde você está? Que horas volta? Aonde vai?

Esses são assuntos tabus nas relações afetivas dos dias de hoje. No mundo moderno, as mulheres trabalham, os homens também, cada um possui uma vida separada do outro, com colegas de trabalho próximos, viagens ao exterior para conferências, horas extras e muito esforço para atingir o sucesso da vida profissional.

Aí vem no fim do dia o ciumento do namorado ligar reticente e carinhoso "- Oi amor, tudo legal? Onde você está? E que horas volta hoje? Está com quem mesmo?". Eu lembro daquele que era argentino e tinha uma mulher que sempre estava viajando ou fazendo algum tipo de aula comprometedora e o ciumento falava "um momento mio amor, jo ácer una cosa" e aí quebrava os móveis, arrancava o cabelo e depois voltava ao telefone aliviado dizendo "- si, amor, que bom que estais acendo aula de massagem tântrica com o professor tântrico...", quem sofre Ricardomes é fogo.

Realmente houve uma inversão de valores dentro de um laço de matrimônio, isso segundo a ética judaico-cristã, em que o casal deveria viver procurando maior complementaridade, o homem com suas funções de manutenção, prover dinheiro e segurança; e a mulher, em casa, prepara a comida, lava roupas e cuida do próprio lar, além de educar os filhos.

Coisas que antes eram tabu, hoje são corriqueiras. Por exemplo, mulher que trabalha fora e chega em casa tarde; homem que lava, passa e cozinha com prazer pra toda a família - e inverso idem; ou seja, coisas que antes eram corriqueiras e hoje são tabu, como, por exemplo, perguntar onde estava, com quem irá sair ou outro tipo de pergunta inquérito, pois passa a ser um sinal de insegurança de quem pergunta.

Está démodé também solicitar ou dar explicações detalhadas ao marido ou à mulher: se ele chegar e falar que vai com o pessoal do trabalho jogar futebol, ela tem de entender, em nome da confiança do casal; e se ela, workaholic, diz que vai viajar a trabalho para o exterior por uma semana, junto com os diretores, ele também tem de entender em nome da admiração e respeito à individualidade.

Para que se possa viver um laço moderno, o sujeito deve ter muita autoestima para não se sentir amedrontado com as relações que o outro tem com os amigos, colegas e participantes de sua vida pessoal, além de ter as próprias relações individuais bem estabelecidas em um universo de trabalho, cotidiano bem consolidado, com amizades significativas que preencham qualquer insegurança com convívio enriquecedor, suprimindo essas briguinhas de casal, hoje parte do passado.

Que nada! Continuamos humanos, seres contraditórios que amam e odeiam, com ciúme, possessividade, interesses e não devemos nos envergonhar disso. Acho muito raro que alguém tenha esse equilíbrio, essa maturidade para viver um relacionamento assim tão independente de um parceiro na relação a dois.

Porém, devemos tentar essa lucidez, essa maturidade, mesmo que aos trancos e barrancos. Essa é a melhor forma de qualquer ciumento conviver a dois num laço duradouro e estável. Se tiver qualquer dificuldade, procure um psicólogo, converse em sigilo e não vá se dar ao ridículo, ao pastelão de contar aos amigos suas paranoias, ou atuar cenas de ciúmes, menos ainda desgastar a relação com esse tipo de insegurança. Caso realmente não exista mais confiança, ao invés de tentar controlar o outro, separe-se ou tente controlar a si mesmo.

Alô, onde você está? Que horas volta? Aonde vai?

Esses são assuntos tabus nas relações afetivas dos dias de hoje. No mundo moderno, as mulheres trabalham, os homens também, cada um possui uma vida separada do outro, com colegas de trabalho próximos, viagens ao exterior para conferências, horas extras e muito esforço para atingir o sucesso da vida profissional.

Aí vem no fim do dia o ciumento do namorado ligar reticente e carinhoso "- Oi amor, tudo legal? Onde você está? E que horas volta hoje? Está com quem mesmo?". Eu lembro daquele que era argentino e tinha uma mulher que sempre estava viajando ou fazendo algum tipo de aula comprometedora e o ciumento falava "um momento mio amor, jo ácer una cosa" e aí quebrava os móveis, arrancava o cabelo e depois voltava ao telefone aliviado dizendo "- si, amor, que bom que estais acendo aula de massagem tântrica com o professor tântrico...", quem sofre Ricardomes é fogo.

Realmente houve uma inversão de valores dentro de um laço de matrimônio, isso segundo a ética judaico-cristã, em que o casal deveria viver procurando maior complementaridade, o homem com suas funções de manutenção, prover dinheiro e segurança; e a mulher, em casa, prepara a comida, lava roupas e cuida do próprio lar, além de educar os filhos.

Coisas que antes eram tabu, hoje são corriqueiras. Por exemplo, mulher que trabalha fora e chega em casa tarde; homem que lava, passa e cozinha com prazer pra toda a família - e inverso idem; ou seja, coisas que antes eram corriqueiras e hoje são tabu, como, por exemplo, perguntar onde estava, com quem irá sair ou outro tipo de pergunta inquérito, pois passa a ser um sinal de insegurança de quem pergunta.

Está démodé também solicitar ou dar explicações detalhadas ao marido ou à mulher: se ele chegar e falar que vai com o pessoal do trabalho jogar futebol, ela tem de entender, em nome da confiança do casal; e se ela, workaholic, diz que vai viajar a trabalho para o exterior por uma semana, junto com os diretores, ele também tem de entender em nome da admiração e respeito à individualidade.

Para que se possa viver um laço moderno, o sujeito deve ter muita autoestima para não se sentir amedrontado com as relações que o outro tem com os amigos, colegas e participantes de sua vida pessoal, além de ter as próprias relações individuais bem estabelecidas em um universo de trabalho, cotidiano bem consolidado, com amizades significativas que preencham qualquer insegurança com convívio enriquecedor, suprimindo essas briguinhas de casal, hoje parte do passado.

Que nada! Continuamos humanos, seres contraditórios que amam e odeiam, com ciúme, possessividade, interesses e não devemos nos envergonhar disso. Acho muito raro que alguém tenha esse equilíbrio, essa maturidade para viver um relacionamento assim tão independente de um parceiro na relação a dois.

Porém, devemos tentar essa lucidez, essa maturidade, mesmo que aos trancos e barrancos. Essa é a melhor forma de qualquer ciumento conviver a dois num laço duradouro e estável. Se tiver qualquer dificuldade, procure um psicólogo, converse em sigilo e não vá se dar ao ridículo, ao pastelão de contar aos amigos suas paranoias, ou atuar cenas de ciúmes, menos ainda desgastar a relação com esse tipo de insegurança. Caso realmente não exista mais confiança, ao invés de tentar controlar o outro, separe-se ou tente controlar a si mesmo.

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