Leite materno pode passar gordura trans para o bebê

Leite materno pode passar gordura trans para o bebê

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 11:48

A alimentação equilibrada da mãe é fundamental para a saúde do bebê. E novos estudos reforçam os cuidados especiais que as mulheres devem ter com os alimentos. Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) com filhotes de ratos mostrou que, quando eles foram amamentados por ratas que consumiram gordura trans no período de lactação, houve um aumento de triglicerídeo - gordura do sangue - e diminuição de HDL - o colesterol bom. Os efeitos apareceram quando eles se tornaram adultos.

De acordo com Patrícia Dias de Brito, nutricionista responsável pela pesquisa, a substância da gordura passou para o leite e mudou os receptores hormonais. "Depois do desmame, os ratos tiveram uma dieta balanceada. Mas como o leite materno apresentava grande concentração de gordura trans, a saúde foi afetada", afirma.

Estudos com humanos ainda não foram realizados, mas, segundo a nutricionista, é provável que os mesmos efeitos sejam notados em mães que se alimentarem de produtos industrializados com alto teor de gordura trans durante a gravidez ou amamentação. "Pesquisas parecidas aumentam a possibilidade do mesmo resultado notado em ratos acontecer em humanos", afirma.

De acordo com a nutricionista, os resultados ressaltam a importância de uma alimentação equilibrada da mãe no aleitamento do bebê. "Para ela produzir um leite mais saudável, é preciso ter uma dieta balanceada, evitando, ao máximo, produtos industrializados", afirma.

Leite materno com gosto

Os alimentos que a mãe ingere durante a amamentação também podem alterar o sabor do leite em questão de minutos. Foi o que descobriu um estudo realizado na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, ao examinar um grupo de 18 mulheres depois de terem consumido cápsulas de diferentes sabores. De acordo com o resultado, o gosto de banana apareceu no leite uma hora após o consumo das cápsulas. Já o de mentol, por exemplo, permaneceu no leite por oito horas. As frutas não-cítricas foram as que alteraram levemente o gosto do leite materno.

"O sabor do alimento altera diretamente o leite materno. É por isso que mães que bebem álcool na amamentação têm chance de ter o leite rejeitado pela criança", diz Patrícia.

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