Mães contam as diferenças de ter filho aos 20 e, depois, aos 40 anos

Mães contam as diferenças de ter filho aos 20 e, depois, aos 40 anos

Atualizado: Segunda-feira, 10 Maio de 2010 as 9:28

Elas foram mães aos 20 anos e, quando os filhos estavam adolescentes, em alguns casos até adultos, foram surpreendidas por uma nova gravidez. Entre fraldas, mamadeiras e currículos de universidades, quatro mulheres contaram ao G1 como foi encarar a maternidade na juventude e na maturidade.

A dona de casa Miriam Santos Tiezzi tomava pílula há 17 anos, ficou sete dias sem o medicamento e o resultado foi uma nova gravidez aos 41 anos. Mãe de dois jovens, Renan, de 25, e Renato, de 21 [na foto com o caçula], ela se preparava para ser avó quando foi surpreendida com o resultado positivo do teste.

Miriam conta que sentiu vergonha do barrigão: "Eu tinha a impressão de que as pessoas na rua me olhavam e pensavam 'olha aquela velha grávida'. No início foi bem complicado, mas depois percebi que na verdade fui abençoada por ganhar mais um filho".

Ela revela que a maternidade depois dos 40 trouxe mudanças não só na maneira de pensar, mas também em seu corpo. A gestação do caçula Rodrigo acarretou muitos quilos a mais na silhueta. Depois de três anos, Miriam ainda luta para emagrecer oito quilos adquridos na gravidez.

A mamãe afirma que o filho mais novo a motivou fazer programas que ela não faria mais, como encarar filas nos brinquedos do shopping e acordar cedo. "Reaprendi a ter paciência e hoje posso dizer sou uma mãe mais atenciosa e preocupada do que quando tinha 20 anos", diz a dona de casa.

Pedagoga foi mãe em três décadas diferentes

A professora de educação física e pedagoga Gláucia Simões, de 43 anos, experimentou a maternidade em três décadas diferentes. Ela é mãe de Mariah, 23, Lucca, 11, e de Guilherme, de apenas oito meses. Gláucia conta que as diferentes gestações serviram para torná-la uma mãe mais atenta e, ao mesmo tempo, menos paranoica.

No nascimento da primogênita, Gláucia conta que era mais rígida com a alimentação e que teve uma crise de choro ao ser ver obrigada a dar uma papinha industrializada à filha, na época com oito meses.

"Com a minha primeira filha, eu não queria dar nenhum alimento que não fosse natural. Mesmo grandinha, com mais de um ano, eu queria dar leite materno. Depois com os outros filhos, percebi que você não precisa ser tão rígida com as coisas. Acho que a maturidade me mostrou que é possível ter uma relação saudável e sem estresse", disse a pedagoga.

Filho adolescente virou aliado na educação do caçula

A cantora Patrícia Mauro, de 44 anos, sempre quis ter dois filhos, mas não esperava que a diferença entre eles seria tão grande. Passados 15 anos e com um novo casamento, Patricia resolveu experimentar novamente o barrigão.

Mãe de João, de 17, e de Rafael, de 2, ela conta que a experiência de ser mãe contribuiu para o segundo parto. O filho adolescente se tornou um aliado na hora de trocar fraldas e também ajuda a mãe na educação do irmão mais novo.

"É maravilhoso ser mãe aos 40. Além do mais, o meu filho mais velho está tendo a experiência de acompanhar a evolução de um bebê e entender tudo aquilo o que lhe contava sobre  os cuidados que tinha quando ele era neném", disse Patrícia.

Mãe de 60 anos discute sexo e drogas com filha de 20

A manicure Altamir de Souza, de 61 anos, foi mãe com 18, 22 e aos 38. Ela afirma que a diferença de 20 anos entre o primeiro e o último parto serviu como um "rejuvenescimento". Ela diz que tem a cabeça mais aberta para discutir assuntos como sexo e drogas, com a filha caçula Thais, de 22 anos.

"O papel de mãe é ter diálogo com os filhos. E só tenho a agradecer a Deus por poder ter sido mãe em três etapas diferentes da minha vida", relata Altamir.

Por: Tássia Thum

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