Mães jovens têm baixa qualidade de vida, diz estudo

Mães jovens têm baixa qualidade de vida, diz estudo

Atualizado: Terça-feira, 12 Janeiro de 2010 as 12

Evasão escolar e baixa inserção no mercado de trabalho são os principais impactos na vida de adolescentes que ficam grávidas, aponta pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que teve como base um questionário de qualidade de vida usado como modelo pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O estudo identifica prejuízo no convívio social e diz que jovens que se tornam mães têm menos qualidade de vida ao se comparar com adolescentes que não são mães.

A pesquisa acompanhou 116 adolescentes grávidas e não grávidas entre novembro de 2008 e abril de 2009. As jovens foram atendidas no ambulatório de Planejamento Familiar da Unifesp e responderam a dois questionários.

Os resultados indicaram que apenas 30% das 40 adolescentes grávidas entrevistadas, com idade média de 17 anos, frequentam a escola. Segundo o estudo, 57,5% das jovens deixaram os estudos por causa da gravidez, e só 27,5% retornaram após o nascimento do filho. Entre as não grávidas, 76% vão à escola.

O balanço também mostrou que 75% das mães jovens não trabalham. Destas, 33% não conseguiram emprego e 37% disseram que cuidar do filho é prioridade, e não o trabalho. Já entre as jovens que não são mães, 63,2% não trabalham, sendo que 45% têm o estudo como dedicação principal. Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, realizada em 2006 pelo Ministério da Saúde, a fecundidade entre 15 e 19 anos é de 23% do total na população brasileira.

A Unifesp mantém um serviço de planejamento familiar que oferece assistência a adolescentes não gestantes a partir de 10 anos de idade. A cada semana, cerca de 30 meninas passam por atendimento, que envolve assistência ginecológica e orientações sobre sexualidade, prevenção de gravidez e DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

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