Maturidade para namorar um colega de trabalho

Maturidade para namorar um colega de trabalho

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 7:38

O namoro entre colegas de trabalho é uma questão complexa, pois está diretamente ligado ao nível de maturidade dos profissionais envolvidos. “Esta maturidade influenciará completamente em algumas situações, como discrição, transferência de problemas pessoais e favorecimentos (dentro da empresa)”, aponta o consultor de Negócios Paulo Henrique Rocha, da Corrhect Gestão em RH.

O namoro da publicitária Flavia Lepori, de 27 anos, é um exemplo de relacionamento maduro. Cenas de ciúmes, brigas ou a exposição do casal sempre foram terminantemente evitadas entre eles. “Temos que entender que local de trabalho não é para se lavar roupa suja. Não sou uma pessoa ciumenta e, por sorte, meu namorado não era uma pessoa de dar abertura no ambiente de trabalho. Sempre íamos às festas e eventos juntos. Como éramos da mesma área, ficávamos próximos, como companheiros de trabalho. Então, situações constrangedoras nunca aconteceram”, afirma.

Assim como há situações que devem ser evitadas, outras podem ser incentivadas para um melhor rendimento profissional. “Vale notar que um relacionamento amoroso no âmbito profissional pode equilibrar ou eliminar os níveis de estresse e gerar condições de motivação e superação de desafios”, acrescenta o consultor de negócios.

A.P., de 27 anos, trabalhou por mais cinco meses na mesma empresa da atual namorada depois que iniciaram o relacionamento. Ele conta que a relação profissional de ambos, que não trabalhavam no mesmo setor, era ótima, pois sempre as solicitações eram atendidas com mais velocidade ainda. “Estar mais próximo de quem se ama não tem preço. Além de dar um incentivo a mais no trabalho”, afirma A.P., acrescentando que o relacionamento fora da empresa era normal, inclusive com quem tinha conhecimento do namoro. “Já que nossos amigos sabiam, não aconteceu nada demais relacionado ao ciúme. Íamos sempre aos encontros com todo o pessoal do departamento após o trabalho. Só evitávamos os aniversários de pessoas que não sabiam.” 

De acordo com o consultor Paulo Henrique Rocha, uma empresa, geralmente, se posiciona quanto à manutenção da produtividade e do grau de envolvimento do profissional com seu trabalho, independentemente dos seus relacionamentos amorosos. “Algumas corporações estão buscando não criar confrontos com situações deste nível, vislumbrando o incentivo da amizade e produtividade e a diminuição da competitividade”, pontua. Essa atitude confirma uma tendência entre os casos de namoro no ambiente profissional. Trabalhar na companhia de um parceiro ou agregar o cotidiano da relação pessoal com a profissional pode estimular o desempenho do funcionário e também melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

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