Meu filho não come o que eu devo fazer?

Meu filho não come o que eu devo fazer?

Atualizado: Segunda-feira, 11 Julho de 2011 as 9:02

A grande maioria das mães já se viu diante do pediatra, extremamente angustiada, porque seu filho(a) não come “NADA”.

É sempre muito importante sabermos diante de que fase do desenvolvimento desta criança estamos, para tentarmos entender o que pode ser simplesmente uma etapa de suas vidas.

Após descartarmos patologias que possam estar diretamente envolvidas na questão, na grande maioria das vezes estaremos frente a pré-escolares, cujo ritmo de crescimento é mais lento, e portanto não precisam comer tanto quanto comiam quando eram bebês, onde o crescimento era extremamente acelerado.

Com este crescimento mais lento, diminui também a necessidade diária de ingesta alimentar, fase esta em que a criança passa a selecionar cada vez mais seus alimentos e a definir melhor seu paladar, fazendo sua própria opção. Com isso, as primeiras batalhas irão se travar,  principalmente nos horários das refeições, tornando algo traumático à criança e aos familiares. A insistência, associada a erros de hábitos alimentares não corrigidos, tendo como exemplo a grande oferta de leite ao dia, muitas vezes favorecida com o uso prolongado das mamadeiras, faz com que a ansiedade aumente, e este círculo vicioso pareça não ter fim.

Uma criança após 2 anos de idade deve ter um padrão alimentar semelhante ao dos adultos. O ideal é que tenha abandonado a mamadeira, o seio materno e as mamadas noturnas.

É muito importante que os hábitos alimentares dos familiares sejam saudáveis, já que nesta faixa etária, a criança imita o que vê e devido a isso deve fazer ao menos uma refeição na mesa com os adultos da casa ou com os irmãos mais velhos.

É fundamental que se estabeleçam horários para as refeições, ou seja, haja uma disciplina alimentar, embora sem rigidez, pois isto fará com que se colabore com a manutenção do apetite, melhor adequação social e organização doméstica.

Devemos evitar alimentos industrializados, sempre que possível, dando preferência aos sucos naturais, em detrimento dos refrigerantes e dos sucos de sabor artificial, e deixar que as guloseimas sejam oferecidas somente após uma refeição completa.

Enfim, mantendo-se uma avaliação pediátrica rotineira, os pais podem ficar um pouco mais aliviados e entender que muito da angústia que os aflige, faz parte de uma fase evolutiva esperada no desenvolvimento da criança.    

veja também