Ministério da Saúde recomenda salas de aleitamento em empresas

Ministério da Saúde recomenda salas de aleitamento em empresas

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:26

Amamentação e trabalho fora de casa é uma questão que, sem dúvida, preocupa as mães que vão voltar da licença-maternidade. É sabido que o aleitamento materno é recomendado exclusivamente até os seis meses e, segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, até os dois anos de idade, independente da forma que for oferecida – o que ultrapassa, de longe, o tempo de licença. Sendo assim, o que fazer para manter a amamentação do seu filho mesmo depois que voltar ao trabalho?

Pensando justamente nas mães que precisam retirar o leite durante o período de trabalho, para evitar o desconforto e estimular a produção de leite, o Ministério da Saúde, juntamente com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicou uma recomendação para que empresas e órgãos públicos criem salas regulamentadas de apoio à amamentação. De acordo com o documento, as empresas que optarem pela criação destes espaços devem seguir algumas regras sanitárias, para manter a higiene em salas de apoio à amamentação, destinadas à ordenha e estocagem de leite materno durante a jornada de trabalho.

Segundo a publicação, é recomendada a existência de um ponto de água fria e um lavatório para assegurar a higiene, cadeiras separadas por divisórias, a disponibilização de frascos para a coleta do leite e recipientes térmicos para o transporte do alimento, um freezer para resfriar o leite, além de aventais limpos para serem usados durante a coleta, descartáveis de preferência. Mas, apesar de recomendar a criação das salas, a assessoria de imprensa da Anvisa enfatiza que o que foi publicado é uma recomendação às empresas, não uma imposição.

Quem trabalha perto de casa, ou deixa o bebê em um berçário próximo à empresa, pode usar os dois intervalos de meia hora por dia, garantidos por lei, aos quais tem direito para amamentar até que a criança complete seis meses. Quem não tem essa alternativa precisará esvaziar os seios duas vezes por dia no trabalho.

Francine Ferreira da Silva trabalhava como recepcionista de uma empresa de publicidade na zona Sul de São Paulo e conta que a dificuldade na logística da ordenha depois que voltou a trabalhar, após licença maternidade de seis meses, a fez diminuir significativamente a quantidade de leite materno oferecido a seu filho Daniel, hoje com 10 meses de idade. "Ficava praticamente impossível tirar o leite do peito. Onde é que eu ia pegar a bombinha e sentar pra tirar o leite, na copa? No banheiro? Tinha muito medo de acabar contaminando o leite e deixar o meu filho doente. O que eu fiz pra ele não secar foi tirar um pouco algumas vezes por dia, no banheiro, e jogar fora – o que me entristecia, claro. Isso durou pouco. Um mês depois acabei parando, por mais difícil que fosse.", explica.

O Ministério da Saúde, procurado pela Crescer, fez uma série de recomendações que só são viáveis se acontecerem numa sala bem equipada: "Se não há refrigerador na empresa, o leite pode ser coletado em vasilha limpa, fervida durante 15 minutos e colocado em local fresco. Para evitar a diarreia, ele só deve ser usado até seis horas após a coleta. Se tem geladeira, o leite ordenhado pode ser refrigerado com segurança por até 24 horas ou congelado por até 30 dias. Antes de alimentar o bebê com o leite guardado, aqueça em banho-maria. Ofereça o leite ao bebê com colher, copo ou xícara e lembre sempre de jogar fora o que sobrou", afirmou a assessoria de imprensa.

por Aline Ridolfi

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