Mulher que se cuida tende a ser mais equilibrada

Mulher que se cuida tende a ser mais equilibrada

Atualizado: Segunda-feira, 23 Junho de 2008 as 12

A mulher que cuida da saúde preventivamente pode conquistar equilíbrio mental e emocional prolongado. Porém, quando ocorre algum distúrbio num aspecto da vida feminina, como no amoroso e o profissional, a saúde também pode ficar comprometida.

De acordo com a psicanalista Luciana Abi-Chahin de Oliveira, existe um imaginário do feminino presente nos ideais atuais da cultura, que não se confunde com os anseios de cada um. "Hoje somos bombardeados por novas informações, não só a respeito de saúde e alimentação, como as de intensa campanha da cosmetologia, cirurgias estéticas, medicamentos milagrosos, em que as mulheres são alvos fáceis e se tornam consumidoras insaciáveis."

A especialista alerta que saber se cuidar é, desde o início da vida, um dos desafios humanos, por excelência, e uma das provas de que há um amor próprio em vigor, que garante o amor pela vida. "Quando não estamos bem, por alguma razão, uma das primeiras funções que perdemos são os cuidados corporais, e aqueles que envolvem uma apresentação social. Impedimos, de alguma maneira, nosso trânsito social, em função de uma imagem de si próprio, em desarmonia com nosso desejo consciente", explica.

Bem-estar emocional

Hoje em dia, não temos mais os amores ideais nem a família ideal; apesar disso, buscamos o amor mais do que nunca, e talvez até com um pouco mais de desespero, pois tudo é consumido muito rápido. "Esse é um dos enigmas humanos, no entanto, ele nos acomete e é sempre uma surpresa quando chega. Nosso parceiro e nossos filhos são os que mais estão próximos de nossa razão inconsciente, portanto, quanto mais agirmos conforme nosso desejo, mais estaremos perto da possibilidade de reconhecermos o outro e, com isso, sabermos fazer concessões."

Todavia, no vínculo social de hoje, é a figura da mãe que surge como o parceiro exclusivo ou o único estável da criança. Um alerta para a função de ser mãe. De acordo com Luciana, é preciso que ela não perca seu lugar de mulher para um homem, caso contrário, quando uma mulher abandona-se como mulher para ser uma boa mãe, ela está, certamente, produzindo uma hipoteca para seu filho.

Saiba alguns tipos de check- ups

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, confira alguns exames sugeridos:

Check up ginecológico - Pesquisa de papilomavírus (HPV), clamídia, gonorréia e sífilis em mulheres sexualmente ativas. Lembramos que o exame de papanicolau para pesquisa de câncer de colo de útero é realizado pela Anatomia Patológica. Quando fazer: Anualmente em mulheres sexualmente ativas.

Check up pré-natal ? Deverá abranger os exames: grupo sangüíneo, hemograma completo, glicemia, colesterol, triglicerídeos, EAS (urina), rubéola, hepatites B e C, HIV, herpes simples, citomegalovírus e toxoplasmose. Quando fazer: Preferencialmente antes ou durante a gravidez.

Check up para dislipidemia ? Colesterol, triglicerídeos, HDL-colesterol, LDL-Colesterol e VLDL-colesterol. Quando fazer: A partir dos 20 anos repetir de 3 a 5 anos, e após 40 anos anualmente. Considerando-se grupo de risco (ex: história familiar), a freqüência deverá ser determinada a critério médico.

Check up para doenças sexualmente transmissíveis ? Além dos exames já citados no "check up " ginecológico, deverão ser pesquisadas: hepatites B e C e AIDS. Importante ressaltar a necessidade de o parceiro também realizar estes exames. Quando fazer: Anualmente em mulheres sexualmente ativas.

Check up para metabolismo ósseo (osteoporose) ? Dosagem de N telopeptídeo (Ntx) objetivando avaliar destruição (absorção) óssea. Quando fazer: Pós-menopausa.

Check up cardiológico ? Glicose, colesterol, triglicerídeos, uréia, creatinina, proteína C reativa e BNP (peptídeo natriurético cerebral). Quando fazer: A partir dos 20 anos e considerando-se grupo de risco (ex: história familiar) a freqüência deverá ser determinada a critério médico.

Check up para risco fetal ? Vários exames específicos deverão ser realizados para se afastar possibilidades de mongolismo e anormalidades de formação do tubo neural. Quando fazer: Mães com mais de 35 anos.

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