Na onda do Pilates

Na onda do Pilates

Atualizado: Terça-feira, 27 Janeiro de 2009 as 12

Apesar de existir a mais de 70 anos, só agora as academias de ginástica estão descobrindo o Pilates. O método, que tem baixo impacto e visa ao condicionamento físico de forma harmoniosa, está atraindo pessoas de várias idades, além de conquistar aquele público que não gosta muito de musculação, mas que se preocupa com a estética e a saúde.

Os benefícios são muitos: modela o corpo, cria uma consciência corporal, melhora a postura, reduz o estresse e a fadiga, melhora a respiração e reduz os riscos de lesões. A professora de Pilates Daniele Medeiros ressalta ainda que a atividade busca trabalhar o fortalecimento, a flexibilidade, o equilíbrio e a coordenação motora.

A profissional, que tem alunos de 13 a 72 anos, afirma que os exercícios são individuais e respeitam a condição física de cada um, não havendo nenhum problema em trabalhar pré-adolescentes e idosos.

"Acho que a única restrição é a pessoa não gostar", brinca Daniele.

Já quanto aos efeitos dos exercícios, a professora explica que o resultado aparece rápido, mas depende de cada corpo e do número de aulas por semana. Ela adianta que o aluno não pode esperar uma grande redução de peso porque a atividade não visa à perda de caloria.

"Para ter uma boa saúde, sempre devemos conciliar o Pilates com natação, caminhada, spinning, ou o que a pessoa gostar", evidencia.

Estética e saúde

Segundo Daniele, as pessoas que fazem Pilates, além de cuidar da estética, estão atentas com a qualidade de vida. "Elas estão preocupadas em estar com o corpo em forma, mas também de como elas vão ficar daqui a 30 anos: sem dor", ressalta.

A professora explica que o centro da força dos exercícios está na região do abdômen e, conseqüentemente, na coluna. "Então, além de ficar com o abdômen bonito, a gente está preparando a coluna para o passar do tempo. A gente fica com ela forte para o resto da vida."

A descoberta

Cada vez mais as pessoas estão procurando o Pilates, principalmente aquelas que se preocupam com a boa forma, mas não conseguem parar numa atividade física. Foi o caso da psicóloga Mônica Ismael, 37 anos.

"Eu costumava pular de academia em academia. Eu entrava na academia, ficava por um tempo e enchia o saco. Parava e tentava outra e quando comecei a fazer Pilates, parei de trocar. Tem dois anos que estou fazendo", conta.

Ela ainda aponta a diferença entre a musculação e o Pilates. "A musculação é mais pesada, tem muitas repetições e aqui acho que a gente se adequa mais. É uma aula individual que define as formas, sem nos deixar com músculos como acontece na musculação. Acho que para a mulher se enquadra bem porque fica mais feminino", acredita.

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