O beijo gay da TV e sua família

O beijo gay da TV e sua família

Atualizado: Terça-feira, 11 Fevereiro de 2014 as 12:53

gaysNa semana passada (31/01), repercutiu bastante na impressa brasileira, a exibição do primeiro beijo gay em uma telenovela da Rede Globo em TV aberta, ironicamente chamada de “Amor à Vida”. Dias antes, repercutiu também na mesma linha editorial, o comportamento de duas participantes do programa BBB 14, da mesma emissora. Sabemos que essas notícias não são fatos isolados, pois também em filmes, seriados e diversos programas nacionais e internacionais, cenas semelhantes vêm acontecendo em escalada crescente nos últimos anos, geralmente, tendo um pano de fundo que leva o telespectador a aceitar a ideia de forma sutil e singela. Entenda que tudo isso é intencional e faz parte de algo muito maior, que se relaciona a mudar a concepção de família na cultura atual, herdada da cultura bíblica. Infelizmente, é só começo.
 
E como devemos nos comportar? Como família cristã, que tem a Bíblia integralmente (não apenas algumas partes) como base para sua educação familiar, precisamos primeiramente obedecer ao que nos foi orientado na  Palavra Bíblica. Está escrito: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). O mundo presente não vai melhorar, pelo contrário, nós é que devemos influenciá-lo de forma diferente, começando pela nossa família, por meio da oração e do diálogo franco. Entenda que a prática da fé bíblica em nossos dias consistirá em uma contracultura do nosso tempo.
 
Uma segunda atitude é protestar também por meio da própria comunicação, primeiramente desligando a TV ou trocando o canal, boicotando a audiência, e depois usar as redes sociais para se posicionar. Esta é a forma civilizada e democrática de reagir. Amar as pessoas não significa aprovar sua forma de viver e muito menos absorvê-la como padrão para sua forma de vida. Como famílias cristãs da atualidade precisamos entender que a sociedade secular, que não vive alicerçada na Palavra, continuará pressionando para que nos adaptemos ao modo de vida hedonista de viver. Porém a Bíblia é muito clara sobre o correto padrão ético, moral e comportamental do homem e da formação da família. Uma coisa é o que cada um pensa, gosta e decide escolher para crer e viver; outra é o padrão bíblico de regra de vida. 
 
No Novo Testamento, por exemplo, Paulo escreveu, ensinando aos cristãos romanos: “Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam” (Rm 1.26-28).
 
Neste texto tudo está muito claro e nele podemos entender que, em primeiro lugar, corromper o padrão da sexualidade saudável é algo muito antigo na sociedade. Em segundo, a igreja há mais de dois mil anos denunciava e condenava tais desvios de comportamentos, tanto feminino, quanto masculino. E em terceiro lugar, a Bíblia também deixa claro a questão das consequências, porque existe um salário por abortar o padrão de Deus e se entregar às paixões da carne. 
 
Paulo também escreveu: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Essa passagem esclarece bem que a homossexualidade humana é uma paixão carnal infame, isto é, ela é contrária à natureza divina e humana, pois corrompe o modo natural da vida e fisiologia humana. É uma inflamação da sensualidade, classificada diretamente pela Bíblia como ato de pecado, ou seja, errar o alvo da boa, perfeita e correta vontade de Deus. Tenho liberdade para aceitar ou não este padrão cristão de vida, mas, como cristão, também preciso lutar para que os que assim entendem e aceitam, possam continuar tendo liberdade de viver e pregar este valor para si e para os outros.
 
Sendo assim, existem dois fatores muito diferentes. Uma coisa é a homofobia, que é odiar, agir com preconceito e violência contra quem não segue esse padrão de vida; outra é ser um cristão e não aceitar o padrão do mundo atual, em que o valor do prazer pessoal deve ser imposto como padrão absoluto para a sociedade e a família. Como cristãos temos que amar a todos, inclusive os que vivem fora dos padrões da Bíblia, e vivermos sob os princípios da Palavra de Deus, seja na questão da sexualidade ou sob qualquer outra área de nossas vidas. Recentemente li um artigo do Dr. Josué de Mello Salgado, da Igreja Batista Memorial de Brasília que salienta três pontos de forma lúcida e equilibrada: “Primeiro: Nós vivemos, como o Apóstolo Paulo, em Roma, numa sociedade não cristã, dirigida por valores não cristãos. Não podemos exigir dessa sociedade um comportamento cristão. Seria como exigir vida de conversão, a uma pessoa não convertida. Segundo: A ira do homem não opera a ira de Deus (Tg 1.20). É Deus quem castiga o pecado e não nós, isto desautoriza todo ato de violência homofóbica, verbal ou física. Terceiro: Deus odeia o pecado e ama o pecador, por isso quem optou pela “paixão infame de viver” deve ser alvo do nosso amor e da pregação misericordiosa, porque a misericórdia triunfa sobre o juízo divino (Tg 2.13).” 
 
Interceda sobre esse assunto, converse e ore com seus filhos sobre esse tema, pois eles estão expostos diariamente a conteúdos e sem nenhum filtro cristão pela sociedade secular. A melhor maneira de cuidar da sua família e da sociedade é com diálogo à luz da Palavra de Deus, sempre baseado na verdade, com amor e graça!"
 
 
- Pastor Carlito Paes
 

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