O médico do seu filho

O médico do seu filho

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 6:57

A escritora Cecília Meireles eternizou no poema “Ou Isto ou Aquilo” a difícil arte de fazer escolhas. E decidir quem vai ser o pediatra está longe do ideal de simplicidade. Afinal, ele vai ser o responsável por cuidar, com você, da saúde do seu filho. Alguém com quem a família vai, inevitavelmente, criar uma relação de confiança. Veja: ele vai ser um dos primeiros números escritos na lista de telefones para emergência grudada na porta da geladeira. Quem, pensando em tudo isso, não fica aflito por fazer a escolha certa? A busca pode começar de diversas formas: folheando o livro do plano de saúde, em um papo com os amigos (que já têm filhos) sobre bons profissionais, no almoço de domingo na casa da sua mãe etc. Independente da maneira, prestar atenção em alguns detalhes pode ajudar você a tomar a melhor decisão. CRESCER montou um guia com as respostas para as 12 dúvidas mais comuns que afligem os pais. Com ele, esperamos que essa decisão seja um pouco mais fácil.

  1. Quando começar a procurar? O ideal é fazer isso ainda no segundo trimestre da gravidez. Pode parecer exagero, mas pense que se você fizer a escolha agora o médico pode acompanhar seu bebê desde os primeiros instantes de vida – e você não vai precisar se preocupar com isso quando voltar para casa com o mais novo integrante da família. Na hora de agendar a consulta com o especialista, avise que é uma “conversa”. A maioria dos planos de saúde não cobre esse serviço e muitos médicos não costumam cobrar. Se não for assim, tente negociar o preço.

  2. Quanto custa, em média, uma consulta? No Brasil, esse valor varia muito de região para região. A média fica em torno de R$ 200 e alguns convênios reembolsam parte da consulta. Cheque esse benefício antes de se decidir pelo pediatra. Outra informação importante é saber se os retornos são cobrados ou não. Se for, converse com o médico e veja como chegar a um valor que seja bom para todos.

  3. Para quem pedir indicação? Converse com parentes e amigos que já são pais e têm estilos próximos ao seu. Se você tem um médico da família, mesmo que seja de outra área, peça uma sugestão. Quando tiver o nome em mãos, use a internet para buscar mais informações.

  4. Qual deve ser a periodicidade das consultas? Mal chegou em casa, o bebê vai visitar o pediatra. Isso deve acontecer, de preferência, ainda na primeira semana de vida. A segunda consulta pode ser programada para o final do primeiro mês e, até o sexto, ela será mensal. A partir dessa idade, o acompanhamento pode ser trimestral até a criança completar 2 anos. De 2 a 4 anos, os encontros são semestrais e, por fim, anuais. Segundo o pediatra Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o profissional pode acompanhar o paciente até que ele tenha 18 anos. “O pediatra é o profissional qualificado para tratar de todas as transformações na infância e na adolescência”, diz. Importante: consultas de emergência não eliminam as de rotina.

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