O problema dos pais ausentes

O problema dos pais ausentes

Atualizado: Sexta-feira, 8 Julho de 2011 as 9:22

A presença dos pais sempre se fez necessária na educação dos filhos. E, hoje, o que se vê são crianças carentes, que se encontram perdidas entre a internet, tevê e videogames.

O fato de ambos os pais trabalharem fora de casa é, muitas vezes, apontado como um dos principais motivos que levam à falhas na educação infantil, tais como o aparecimento de inúmeros tipos de problemas de comportamentos por parte da criança. Dentre os principais problemas que podemos notar estão:

Agressividade Problemas escolares (pais não participam da vida escolar) Drogas Carência afetiva Depressão Freqüentes queixas que os pais levam ao consultório são de que estão cada vez mais ausentes e por isso não conseguem educar os filhos de forma correta. O importante é saber que pais ausentes não significa necessariamente pais displicentes. O que gera problemas na educação das crianças não é o fato dos pais trabalharem fora, mas a maneira como se comprometem com a educação de seus filhos, a forma como administram seu tempo e o tipo efetivo de educação que colocam em prática. Pais podem estar fisicamente próximos de seus filhos durante a maior parte do dia, mas podem não estar afetivamente disponíveis a eles. Não conversam intimamente, não brincam, brigam e gritam a maior parte das vezes que se dirigem à criança.

Por outro lado, existem famílias que, mesmo estando a maior parte do dia longe de seus filhos, conseguem manter um relacionamento próximo, afetuoso e se envolver na educação dos filhos.

Pais ausentes devem desenvolver algumas habilidades importantes para participarem ativamente na educação dos filhos:

Administrar o tempo Serem afetivos Monitorar a distância Ser cuidadoso na escolha de com quem e onde deixar a criança na ausência Dar atenção Estarem acessíveis (para criança poder recorrer nos momentos em que precisar) Pais que tiverem dificuldade em como lidar com os filhos e/ou quando os filhos apresentarem comportamentos problemáticos, devem procurar ajuda de um psicólogo infantil.  

veja também