O que fazer quando seu filho é autor de bullying na escola

O que fazer quando seu filho é autor de bullying na escola

Atualizado: Segunda-feira, 22 Agosto de 2011 as 11:22

Há pouco tempo, ouvi a reclamação de um pai indignado com a escola que, supostamente, não foi capaz de verificar a gravidade da lesão no braço de seu filho. Acontece que seu filho, quando foi à enfermaria buscar auxílio, não estava com o braço quebrado, por isso não recebeu autorização para sair da escola e ir ao hospital. Revoltado, o rapaz bateu uma porta contra o próprio braço a fim de machucá-lo só para provar que merecia uma saída para o hospital e que a enfermeira estava errada.

Onde está o limite desse rapaz? O que mais ele é capaz de fazer para “estar certo” e mostrar como os outros estão “errados” em não permitir que ele faça o que deseja?

Esse menino não tem limites e seu pai nunca mediu esforços para defendê-lo e apoiá-lo, mesmo que ele estivesse errado. Talvez o rapaz não tenha previsto o estrago que a porta faria em seus ossos. Achou que só ia agravar um pouco o quadro geral, mas acabou sofrendo consequências mais drásticas do que gostaria, ou imaginaria.

É isso que acontece com o autor do bullying. Ele não conhece limites e não mede as consequências de seus atos. Além de dificilmente estar tão próximo da vítima ao ponto de perceber seu sofrimento ou ser solidário aos seus sentimentos. Essa é uma das características de um autor de bullying: Ele não é sensível ao sentimento alheio. Outras características passam pelas reações demonstradas quando é contrariado, porque esse indivíduo não gosta de ouvir um “não” e nem de se sentir tolhido de fazer o que tem vontade. É agressivo e prefere resolver as coisas pela força. Pode, também, ser preconceituoso com as diferenças das pessoas.

Também é frequente que o autor de bullying não se sinta seguro de si mesmo e de suas conquistas e precise da força para se impor e se sentir popular. Isso o leva a buscar por pessoas que ele possa intimidar e que acabem dando apoio a práticas de humilhação aos indivíduos mais passivos e frágeis emocionalmente.

Cuide de seu filho e ensine-o que tudo na vida tem limites e consequências.

Abraço. Angela Guedes é psicóloga.    

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