Oh! céus, oh! vida, oh! azar

Oh! céus, oh! vida, oh! azar

Atualizado: Terça-feira, 3 Maio de 2011 as 10:57

Você se lembra de Hardy, a hiena do desenho animado que vivia reclamando, certa de que tudo sempre dá errado? É a versão mais antiga da Lei de Murphy e, na tela da TV, até que é divertida.

O problema é quando encontramos essa hiena na vida real, um personagem cada vez mais comum nas empresas. Nos corredores e na hora do cafezinho, parece que os colegas competem para saber quem é o mais escravo, o mais sofredor e o mais sobrecarregado. Se você faz um comentário sobre a quantidade de e-mails em sua caixa postal, logo o outro pergunta quantos e-mails você recebe, em média, por dia.

Uma pergunta inocente? Não, logo em seguida ele diz que recebe o dobro. Se você se queixa de ter ficado até mais tarde terminando um projeto, tem sempre um campeão de maus-tratos que emenda dizendo que esse é o dia-a-dia dele sempre e, na semana passada, ele mal pôde ir pra casa dormir.

Bem, infelizmente esse tipo de jornada faz parte da rotina de muitas grandes empresas, mas não vai ficar mais fácil se sairmos por aí reclamando ininterruptamente. Mais ainda se o ouvinte em questão não tem poder para fazer nada em nosso socorro.

No mesmo estilo, há aqueles, e não só nas empresas, que não podem ouvir um elogio sem se depreciar. Se você elogia a roupa, "imagine, vesti qualquer coisa hoje", a criatura dispara. Se você elogia o carro, já desfia todas as despesas de manutenção que a máquina lhe causou nos últimos tempos. Você pergunta se está tudo bem com ela e, imediatamente, ouve uma metralhadora de problemas vindo em sua direção.

Credo! E depois a turma se queixa da solidão e da falta de amigos. Quem quer viver perto de problemas é psiquiatra, gente! E, cá entre nós, eles são todos treinados a se proteger dos males com que se deparam todos os dias, já que esta é a profissão que escolheram. Gente normal e feliz foge de tipos assim, negativos, como o diabo foge da cruz!

Aproveitando que o fim do ano está chegando, xô, urubu!!! Repense sua atitude diante das coisas, de seu trabalho e de seu cotidiano: o excesso de informações e o aumento de horas trabalhadas não são privilégios de ninguém. Se você está meio pra baixo, entenda como o seu trabalho traz coisas positivas à vida das pessoas e seu astral vai ficar bem melhor. E, se depois dessa análise você não conseguir ser mais feliz e mais pra cima, chute o balde.

Quem sabe a saída seja mesmo uma nova carreira, um novo rumo na vida. E passe a mensagem adiante se alguém te encher com essas histórias. Problemas, eu sei, todo mundo tem. Mas dar a entender que a vida é só isso é chato pra chuchu. Quem gosta de malas é bagageiro.    

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