Oncologista alerta para o perigo do bronzeamento artificial

Oncologista alerta para o perigo do bronzeamento artificial

Atualizado: Segunda-feira, 3 Novembro de 2008 as 12

Com a proximidade do verão, a procura por um tom bronzeado leva muitas pessoas às sessões de bronzeamento artificial. No entanto, o oncologista do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), Luciano José Biasi, informa que na região Sul concentram-se muitos casos da doença devido à predominância da pele e olhos claros da população, que teve forte influência imigratória européia.

Para 2008, estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica que estão previstos 2.950 casos novos em homens e 2.970 casos novos em mulheres. As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sudeste, seguida da região Sul.

Biasi alerta que as pessoas com pele, cabelos e olhos claros geralmente são as que buscam uma pele com tom mais pigmentado. “Normalmente essa pele não responde muito bem ao sol e, por isso, o individuo não consegue se bronzear de forma adequada. Essa resposta não muito boa ao sol é a mesma resposta que aumenta o risco para o câncer de pele”, afirma.

Ele informa que a lâmpada utilizada nas câmeras de bronzeamento artificial representa uma das frações do raio ultravioleta, que causa câncer de pele. “As sociedades de cancerologia e dermatologia são contrárias à utilização do bronzeamento artificial na cosmiatria”, aponta.

Principais orientações:

Aplicar uma camada grossa de bloqueador, com proteção solar de, pelo menos, fator 30, sempre reaplicado a cada quatro horas de exposição ao sol;

Vestir roupas adequadas, lembrando que atualmente existem no mercado roupas e até bonés com fator de proteção solar, o que pode complementar o filtro solar;

Evitar se expor ao sol entre 10h e 14h, mesmo com uso de bloqueador e chapéus;

Ingerir bastante líquido;

Cuidar com a prática de exercícios físicos nos horários mais quentes, que propiciam maior suor e menor retenção do bloqueador solar.

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