Os opostos se atraem?

Os opostos se atraem?

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 10:51

Segundo o adágio popular, os opostos se atraem. Mas até que ponto isso é verdade?  Pesquisadores da University of Western Ontario , no Canadá, chegaram à conclusão de que as pessoas tendem a procurar por outras que sejam geneticamente semelhantes para se relacionar. “Casais que têm relacionamento duradouro e desejam uma vida feliz tendem a buscar parceiros com os mesmos gostos que os seus”, aponta a pesquisa.

De acordo com os cientistas, a ideia de que os opostos se atraem também tem fundamento. No entanto, ela vale inicialmente, porque o diferente atrai, mas essa atração tende a se dissolver com o tempo, quando as diferenças começarem a prevalecer.

A psicóloga clínica Roberta Borges concorda com a pesquisa. “Tenho visto que casais que têm não só os mesmos gostos, mas também os mesmos objetivos, tendem a ser mais felizes e companheiros. Inclusive, há determinados casais que, depois de certo tempo, até ficam parecidos fisicamente, devido à afinidade entre os dois ser tamanha. Acredito que quem pretende ter um relacionamento duradouro busca alguém com as mesmas características”, ressalta Roberta.

Sem monotonia

A jornalista Laura, que não quer informar o sobrenome, partilha da mesma opinião da psicóloga. Para ela, com o tempo, os casais vão se tornando semelhantes. “No início do nosso casamento, eu e meu marido enfrentamos alguns momentos difíceis, devido à diferença de personalidade, de alguns gostos e costumes. Por exemplo, ele gosta de rock, mas eu não. Por outro lado, temos objetivos comuns. Com o passar do tempo, percebi que as brigas causadas por esses motivos estavam nos desgastando, então, passamos a fortalecer nossa relação em cima dos nossos objetivos, que são quase os mesmos. Foi aí que percebi que realmente somos muitos parecidos”, revela.

Mas não existe monotonia se os gostos são tão parecidos? “Muito pelo contrário. Sempre fazemos algo que gostamos e, por conta disso, tudo se torna prazeroso. Além do mais, a felicidade não é monótona. É ela quem dá vivacidade à nossa vida, porque cada um fez questão de aderir às diferenças do outro”, conclui Laura.  

veja também