Pais blogueiros e os segredos de como criar os filhos: vida mais saudável

Pais blogueiros e os segredos de como criar os filhos: vida mais saudável

Atualizado: Segunda-feira, 9 Agosto de 2010 as 2:12

Se há alguns anos era pouco provável encontrar um pai na reunião da escola, na sala do pediatra ou reclamando que chegou atrasado porque o filho estava com febre, hoje essas situações são um pouco mais comuns. Muitos homens querem fazer mais pelos filhos e passaram a contar tudo o que fazem (e a mostrar que podem!) em blogs pessoais, onde falam sobre a vida com as crianças. CRESCER vasculhou a blogosfera em busca desses novos pais. Avisamos: eles não são poucos - e a maior parte dos seguidores são mulheres. Como explicar isso? Um dos motivos é que o dia a dia visto pela ótica masculina é, sem dúvida, peculiar - e, porque não, muitas vezes mais tranquila. Eles encaram a vida sem aquela neura que as mulheres ainda não conseguiram deixar para trás. O sentimento de culpa está diluído. E, quando alguma coisa não dá certo, o martírio é tratado com bom humor e com uma promessa que da próxima vez vai ser bem melhor.

Aggeo Simões, 42 anos, locutor, pai há 6 anos da Ava

Blog: www.manualdopaisolteiro.com.br  

Depois de quatro anos anotando ideias e lembranças em papel, ele decidiu estrear um blog em novembro passado. Como pai separado que tem guarda compartilhada, sugere que todo pai passe mais tempo sozinho com o filho.

Pai. Leve seu filho ao pediatra, sozinho

Muitos pais não fazem isso por conta do trabalho. Mas, como é que as mães sempre dão um jeito? Tente encontrar uma brechinha, levar na hora do almoço ou no fim do expediente. Vamos combinar: não é nada tão absurdo.

Acredite na dor de barriga

Quando minha filha não quer fazer alguma coisa, diz que está com dor de barriga. Estou acostumado. Há pouco tempo saímos eu, ela e minha namorada. E ela dizendo que estava com dor. Achei que fosse ciúmes, ela disse que não. Quando voltamos para casa ela foi correndo para o banheiro. Fiquei superconstrangido, mas agora ela só fala que tem dor quando tem dor mesmo.

Esconda os machucados

Depois que ganharem casquinha, cubra os machucados ou picadas de inseto com curativos. Assim, as crianças não cutucam tanto.

Monitore tudo o que acontece

Isso vale tanto para pais que moram juntos quanto para os separados. Eu, por exemplo, mantenho uma comunicação quase diária com a ex. Por exemplo: eu conto até se a minha filha não faz cocô na minha casa, porque se ela também não fizer na casa da mãe no dia seguinte é problema.

Insista em dividir o trabalho

A única tarefa exclusiva da mãe é amamentar. O restante dá para dividir: trocar fraldas, dar banho etc. Alguns homens se acomodam, e a mulher sente um certo prazer em ser autossuficiente com o filho (ela fica superatribulada mas ou não deixa o cara fazer ou reclama do que ele faz). E aí o casamento vai para o buraco.

Identifique o choro de sono

Assim que o bebê crescer um pouco você já consegue identificar o choro de sono. É aquele que aparece fácil, a criança fica irritada e com os olhos semi-cerrados. Isso evita muita confusão porque, quando as crianças estão com sono, elas ganham a fama de chatas e, em geral, fazem tudo o que você diz para não fazer. Em vez de dar bronca, pegue-a no colo, dê banho e leia uma história para ela dormir.

Tome banho na hora certa

Você tem de lembrar seu filho que é preciso tomar banho? Cuidado com a ênfase. Outro dia cheguei em casa cansado e cochilei no sofá. Fui acordado pela Ava dizendo: “Como assim, você não foi tomar banho?” Levantei, agradeci o lembrete (em tom de cobrança) e fui ao banheiro tateando as paredes.

Não tenha neura com sujeira

A gente tem que acreditar que tem um pouco de sorte e que nada vai acontecer se nosso filho colocar a mão que estava no chão da cozinha direto na boca, que a areia do parquinho é cuidada, que o lanche que ele derrubou na piscina de bolinhas na festa de aniversário não foi contaminado. Claro, existem lugares que você não deve deixar – como pegar coisa na rua, na calçada...

MAIS PITACO

Deixe ele escolher a roupa - com algum limite

Minha filha quer decidir o que vestir sempre. E acho muito legal dar liberdade. Mas às vezes ela não entende que, em um dia muito frio, não dá para usar vestido de alcinha. Ela tinha uma festa de aniversário para ir, e o local era perto de casa. Eu falei que não podia, alertei sobre tudo o que podia acontecer (ficar resfriada, querer voltar antes para casa), mas, nada! Em vez de continuar com aquele papo que não ia dar nenhum resultado, decidi que não a levaria de carro até a festa, e sim caminhando – porque aí ela ia sentir que estava frio, mesmo. Fomos a pé. Na metade do primeiro quarteirão, ela mudou de ideia.

Por: Thais Lazzeri

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