Pesquisa aponta que assaduras nos bebês é o que mais preocupa os pais

Pesquisa aponta que assaduras nos bebês é o que mais preocupa os pais

Atualizado: Segunda-feira, 3 Outubro de 2011 as 9:17

Mesmo com as novas tecnologias e uma série de novidades que o mercado traz para as crianças, como jogos, canções de ninar, músicas educativas e vídeos, a principal preocupação dos pais continua a mesma do século passado: assaduras. 

É o que demonstra a pesquisa online “Assadura: tratar ou prevenir?”, realizada pela Clínica Dr. José Bento de Souza, em parceria com a Bayer HealthCare.  O levantamento, com 4 mil pessoas entrevistadas, destaca o perfil da atual família brasileira, em que os pais se preocupam desde o bem-estar até a qualidade e o tempo dedicado para os cuidados com o bebê. “A principal preocupação deles é garantir que a criança possa ter uma rotina tranquila, mas a maioria afirma que a assadura é a questão que mais incomoda em relação ao bem-estar da criança”, afirma o ginecologista, obstetra e coordenador da pesquisa José Bento.

De acordo com o levantamento, para 51% dos pais, as assaduras no bumbum e na virilha são o fator mais preocupante, seguido por cólica (32%), dificuldade para dormir, com poucas horas de sono (29%), e, empatados, nascimento da dentição e problemas para o bebê se alimentar (18%) – neste quesito os pais podiam indicar até três alternativas que mais os incomodavam.

Quando a pergunta era: “Quais métodos você usa (ou já usou) para prevenir e tratar assaduras?”, 92% dos participantes indicaram o creme para assaduras como a principal atitude tomada para este caso, seguida por troca de fralda a cada 2 horas (37%), banho de três a quatro vezes ao dia (17%) e talco (11%). “Na realidade, todos os métodos de higiene listados contribuem para evitar as assaduras, que têm como causa uma combinação de fatores que incluem o ambiente úmido e abafado proporcionado pelo uso da fralda, atrito com a pele e, principalmente, o contato prolongado com fezes e urina, mas a pomada antiassaduras também é um importante aliado”, diz José Bento.  

Perfil dos participantes

A pesquisa contempla um universo de respondentes em que a maioria é mulher (89%), entre 31 e 40 anos (46%). No âmbito geral, os participantessão pais relativamente recentes (56% com filhos com idade entre 0 e 2 anos), sendo predominante o número de filhos únicos (56%), seguido por dois filhos (33%), três (9%) e quatro ou mais (2%).

Quando perguntados sobre: “Seu(s) filho (s) fica (m) mais tempo sob cuidados de qual responsável?”, 59% responderam que era da mãe, seguido por escola (13%), avós (12%), babá ou empregada (8%), outros (5%), pai (2%) e tios (1%). “Os resultados da pesquisa demonstraram comportamentos similares entre diferentes faixas etárias dos pais, entretanto, o número de mulheres respondentes é bastante superior ao número de homens. Seguindo esta mesma tendência, é possível perceber que as mães são as principais responsáveis pelas crianças e, desta forma, por identificar quais são os principais cuidados a serem tomados com o filho”, finaliza o ginecologista.      

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