Pesquise antes de comprar o material escolar do seu filho

Pesquise antes de comprar o material escolar do seu filho

Atualizado: Sexta-feira, 15 Janeiro de 2010 as 12

Pagar à vista é sempre recomendado por especialistas, mas parcelas podem ser a única solução para arcar com a despesa

Material escolar parcelado em até 18 vezes, além de descontos. Essa é a nova modalidade de financiamento no setor, que registra intensa concorrência, que remete à disputa na área de eletrodomésticos. As Lojas Americanas dividem o material em até 10 pagamentos, enquanto o Armarinhos Fernando faz em até quatro parcelas - com desconto de 5% para quem pagar em dinheiro. O Extra, para quem tem o cartão da rede, divide a compra em 18 vezes.

Comprar à vista ou a prazo, no entanto, é uma decisão baseada nas condições financeiras da família, embora pagar à vista sempre é o mais recomendado. "Se os pais já tiverem reservado um valor para isso, melhor tentar um desconto à vista", afirma o educador financeiro Cláudio Carvajal. "Se tiver que parcelar, é melhor não estender por mais de 12 meses, pois no ano que vem será preciso comprar material de novo."

Antes de gastar é essencial pesquisar preços, que podem variar mais de 100% de uma loja para outra. O consultor de finanças Marcos Crivelaro sugere a "divisão" da lista em compras menores, aproveitando a especialidade de diversas lojas. "Um supermercado pode ter preços bons para canetas e lápis, papelaria para cadernos e papel e uma livraria pode conseguir preços melhores nos livros", diz.

Além da pesquisa, outra arma dos pais é a compra coletiva, em maiores quantidades, para conseguir negociar preços melhores. "Com alguns materiais, como canetas e papel, dá para conseguir isso. Já com livros pode ser mais complicado", avalia o educador financeiro Cláudio Carvajal.

A assistente de direção do Procon-SP, Valéria Cunha, sugere ainda que os pais analisem bem a lista, confiram o que dá para aproveitar do ano passado e, se preciso, questionem a escola quanto às quantidades.

O professor Carvajal sugere que a criança esteja envolvida no processo de compra, para aprender o que é caro e o que é barato. "É preciso mostrar a diferença. Talvez um caderno ou outro com personagens, para ajudar a incentivar, mas não a linha toda de material licenciado." Vânia Morales fez o contrário e levou os três filhos às compras. "Eles pegam o material que preferem, mas dou uma boa olhada nos preços antes de por no carrinho".

O Procon-SP alerta que a escola não pode exigir a compra do material em determinada loja, tampouco marcas específicas. Não pode, também, incluir itens como copos plásticos e papel higiênico.

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