Podemos pecar?

Podemos pecar?

Atualizado: Quinta-feira, 25 Fevereiro de 2010 as 12

No title "Se Cristo tomou o nosso lugar, levou sobre si o nosso pecado, recebeu a nossa punição e morreu a nossa morte para que recebêssemos o perdão pelos nossos pecados, isso quer dizer (como perguntam algumas pessoas) que podemos agora nos comportar do jeito que quisermos e continuar pecando?" (John Stott -Devocionário: A Bíblia toda, o ano todo)

"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça" (I Pedro 2. 24).

Os críticos tanto das cartas escritas por Paulo, quanto das duas escritas por Pedro, sob a inspiração de Deus [sopradas por Deus] certamente desenvolveram a tese, chamada por Stott de "calúnia". É a tese de que a partir da constatação da verdade de que Cristo levou sobre Ele os nossos pecados, as nossas culpas, as nossas dores e  enfermidades, as nossas "maldições", ficamos liberados para continuar pecando e nos comportando de qualquer maneira.

Não é verdade essa conclusão dos críticos, e isso fica claro nas próprias palavras acima descritas de que a cruz para Jesus foi para que vivêssemos para a justiça, morrendo para o pecado (I Pedro 2. 24).

A morte de Jesus nos garante o nosso perdão e a nossa santidade, como já expusemos, algumas vezes, neste espaço; ou seja que uma vez recebido Jesus em nosso coração, como único e suficiente Salvador e Senhor, já fomos perdoados até dos pecados que ainda não cometemos (vide artigo "Temos Perdoador") e passamos a ter o poder de sermos feitos filhos de Deus (João 1. 12).

Se já fomos perdoados dos pecados futuros, perguntar-nos-iam, então "liberou geral" (conforme já dissemos uma vez também) e podemos pecar de novo, e novamente, e sempre?

Não! Não é por aí...

Devemos buscar sempre a nossa santificação, afastando-nos dos pecados, mas "se pecarmos temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o Justo" (I João 2. 1). Basta que reconheçamos o novo pecado, nos arrependamos, e o confessemos a Deus. Sim, pois "Ele é fiel e Justo para nos perdoar [já nos ter perdoado] os pecados e nos purificar [já nos ter purificado] de toda injustiça" (I João 1. 9).

No Antigo Testamento, também temos essa assertiva: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28. 13).

Mais uma vez nos deparamos com uma expressão bíblica de que devemos deixar os pecados, quando no texto acima Deus nos diz, através de Salomão, CONFESSA E DEIXA.

Em Romanos 6. 1, lemos: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?" e responde: "De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" (Romanos 6. 2).

Caminhando por esse capítulo de Romanos, temos outras afirmações que nos convencem de que estamos afastados dos pecados e deles devemos permanecer distantes.

Destacamos mais um versículo: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça" (v. 14).

Portanto, embora ocasionalmente possamos cometer algum pecado, não estamos mais debaixo do seu domínio, pois uma vez salvos, em Cristo Jesus, pela graça de Deus derramada sobre nós, com Ele viveremos (24 horas por dia, de segunda a segunda), considerando-nos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus (v. 11).

Temos ainda, no mesmo capítulo (6.23), a afirmativa de que "o salário do pecado é a morte, mas o DOM GRATUITO DE DEUS É A VIDA ETERNA EM CRISTO JESUS NOSSO SENHOR".

Sabemos, pois, que o pecado nos leva à uma vida eterna longe de Deus, mas Ele, pela sua graça, já derramada sobre nós, nos concede a vida eterna, em Cristo Jesus, nosso Senhor, requerendo apenas de nós a obediência aos seus preceitos, às suas Palavras (Hebreus 5. 9):

"E, [Jesus] tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da Salvação eterna PARA TODOS OS QUE LHE OBEDECEM".

Como dissemos, há alguns dias atrás, a salvação, a vida eterna com Deus, é simples, bastando crer, arrepender, confessar, aceitar, receber Jesus, e obedecê-LO.

Prezado leitor, se você ainda não fez a sua opção quanto à vida eterna, o dia é hoje, o momento é agora, pois amanhã pode ser muito tarde.

Reflita, ore, procure uma igreja cristã, e dê o passo decisivo para a presença de Deus, no momento em que Jesus vier buscar os seus.

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Por: Edmar Torres Alves

São Paulo - SP

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