É possível encontrar a alma gemea pela internet?

É possível encontrar a alma gemea pela internet?

Atualizado: Quinta-feira, 9 Junho de 2011 as 10:28

Você sabia que encontrar a alma gêmea pela internet está cada vez mais comum? Veja duas histórias de casais que se conheceram na web e levaram o romance para a vida real!

Não foi no trabalho, na escola, no barzinho e nem em uma balada que eles se conheceram. Apesar de muita gente ainda abominar a idéia de conhecer alguém pela internet, ao que tudo indica, a quantidade de pessoas que trocam mensagens e até se apaixonam virtualmente tem crescido cada vez mais!   São várias as opções de websites reservados para os "solteiros de plantão", mas mesmo assim ainda existem aqueles que conseguem arranjar o par perfeito com uma ajudinha do acaso e das mídias sociais. O Oficina da Moda vai mostrar duas histórias reais de pombinhos que se conheceram virtualmente. Vale lembrar que é sempre arriscado passar seus dados pessoais e encontrar quem você não conhece, por isso, fique ligada! Procure marcar encontros em lugares públicos – como elas fizeram – e levar alguém junto. Se o seu par e você tiverem contatos em comum, melhor ainda!

A primeira delas é sobre a estudante de jornalismo Fernanda Viola, 19 anos. Quando estava no primeiro colegial da escola, um menino chamado Pedro Casale a adicionou no MSN, programa de mensagens instantâneas. "Ele disse que era primo da minha prima de quinto grau, a Ana Beatriz. Na hora estranhei e fui perguntar para ela, que acabou me confirmando".   Depois de três meses de conversa online, os adolescentes que tinham na época 15 anos marcaram de se conhecer pessoalmente. "Fomos no shopping no dia18 de julho de 2006. Conversamos e ele estava muito tímido". Mas toda essa timidez acabou quando os apaixonados foram tomar um sorvete e o menino resolveu beijá-la.   Continuaram o contato e no dia 21 do mesmo mês foi o aniversário da prima em comum. "Eu e mais duas amigas fomos e chegando lá todos da família, que já sabiam que eu era a menina que ele gostava, olharam pra mim. Passei muita vergonha!", diz Fernanda.   O pedido de namoro aconteceu de repente, enquanto brincavam com os menores na festa. "Eu, criança, fiquei sem resposta e falei que precisava pensar. Fui embora mais tarde, cheguei em casa e conversei com os meus pais, que gostaram da idéia. No dia seguinte eu liguei para ele e aceitei".   Depois de três anos e meio o namoro acabou, mas o sentimento continua o mesmo. "Dia 22 de julho completaríamos quatro anos. No dia 18 saímos para jantar e pela madrugada ele me mandou uma mensagem no celular agradecendo por ter ficado ao lado dele durante tanto tempo. Terminamos porque já não era a mesma coisa, eu queria curtir a minha faculdade, assim como ele, mas nunca conseguimos nos separar".   Ela nos conta que nesse meio tempo até chegou a namorar outro menino, só que não durou porque gosta dele. "Ainda nos falamos muito, saímos várias vezes e preferimos levar naturalmente, se tiver que voltar, voltamos", finaliza.  

A outra história é de Laís Pagotto, estudante de moda. Ela tem 19 anos vai ter um filho com o namorado Gabriel Leite, que conheceu pela internet no ano de 2007. Segundo ela, o contato começou de uma maneira muito inusitada. "Eu comentei no Fotolog dele, brincando, e ele respondeu no meu, brincando com uma foto minha também", disse. Depois disso, eles ficaram conversando pelo computador e telefone, até que finalmente resolveram se encontrar.   No primeiro encontro ela garantiu que não estava se sentindo insegura. "Eu estava tranqüila porque a gente já tinha um contato maior. Eu ligava na casa dele e ele na minha, às vezes o irmãozinho ou a mãe dele atendiam, acho que isso me deu mais segurança". Gabriel morava em Ibiúna e em uma de suas visitas a São Paulo resolveu conhecer a estudante em um shopping. "Nós ficamos passeando e quando eu disse que precisava ir embora ele perguntou se dava tempo de dar um beijo de tchau. Não falei nada e acabei beijando, mas por dentro eu gritava de alegria. Depois disso mesmo não chegando a namorar, nos vimos todos os finais de semana durante uns dois meses".   Ambos estavam bem, até que uma viagem do garoto para Manaus acabou esfriando a relação. "Quando ele voltou não era mais a mesma coisa, ele começou a namorar outra menina, a ex dele", diz Laís, que mesmo assim insistiu. "Ele ficou um ano e pouco com ela. Durante esse período eu entrava no Orkut dele, sentia saudades. Cheguei a adicioná-lo de novo, mandava recado, mas ele não me respondia nada e nem aceitava, desencanei então. Fiquei triste e acabei seguindo minha vida, afinal também tinha meus rolos". Com isso ela o esqueceu, e um dia ele resolveu voltar a falar com ela inesperadamente.   "Dessa vez foi ele quem me adicionou, então contei que tentava manter contato e não tinha resposta alguma. Depois de dois anos ele me disse que tinha terminado com a ex e sentia a minha falta, e, na verdade, quem tinha me deletado da vida pessoal dele tinha sido ela". O casal voltou a manter contato e resolveu se reencontrar em um barzinho da zona sul. "O reencontro foi em março de 2009. Desde esse dia estamos juntos, ele me pediu em namoro em junho do mesmo ano".   Hoje eles fazem planos de casar no próximo ano, e o pedido de casamento também foi muito original. Gabriel mudou o status de relacionamento dele em uma de suas mídias sociais, mas ainda pretende fazê-lo pessoalmente. "Não consigo mais chamá-la de minha namorada, já falo para os outros que ela é minha noiva, então não vi porque não oficializar", argumenta.

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