Qual a idade certa para seu filho namorar

Qual a idade certa para seu filho namorar

Atualizado: Segunda-feira, 25 Maio de 2009 as 12

Namorar é muito bom e não há ser humano na Terra que não deseje ter alguém ao seu lado para conversar, passear, compartilhar momentos de alegria e de dificuldades, enfim, curtir uma pessoa que possa somar na caminhada. Independente do credo religioso ou da cultura, todas as pessoas do planeta desejam ser feliz com alguém.

Se antigamente estabelecer uma idade certa para os filhos namorarem era uma prioridade, hoje, em um namoro cristão, o que conta é a maturidade espiritual, o interesse mútuo pelas coisas santas e a obediência aos pais. Embora não se pense em casamento, em um namoro onde os dois são muito jovens, pois a prioridade são os estudos, o compromisso de fidelidade e respeito mútuo já é uma responsabilidade dos dois.

Um namoro sadio faz crescer, tanto como pessoa quanto nas coisas de Deus. Um contribui para o amadurecimento do outro. Ainda que não termine em casamento, se o namoro foi equilibrado e sadio, os dois jovens estarão mais maduros para suas escolhas futuras.

No relacionamento cristão há algumas diferenças significantes, se comparadas às de um namoro comum. Nessa fase, o objetivo é conhecer a outra pessoa, sua personalidade, o jeito de ser, as opiniões, os gostos, as qualidades, os defeitos, o temperamento, a família, a história do outro, e não o corpo da outra pessoa. E é justamente aí que está a grande riqueza do relacionamento cristão.

A verdade é que namorados cristãos não vivem se beijando na boca ou se agarrando. Nada contra o beijo e o abraço, pois são formas de expressar o carinho que um tem pelo outro. Tudo, porém, tem um contexto diferente. O mais importante é estarem sempre juntos, conversando e investindo em ganhar almas para Jesus.

Os gestos de carinho compreendem demonstração de amor, ternura, pureza, e não levam o outro à excitação sexual. Passar a mão no cabelo, acariciar o rosto com os dedos, acariciar as mãos do outro, beijar o outro com carinho é uma coisa; outra bem diferente é esfregar o próprio corpo no corpo do outro.

Uma história de bênção

Sabrina Assumpção, 14, nasceu em berço evangélico e Léo, 16, conheceu a Palavra de Deus ainda muito pequeno. Os dois se conheceram em um retiro da própria igreja no período de carnaval e começaram a conversar pelo orkut e msn. Em uma dessas conversas, ele disse que gostava dela e que queria fazer um propósito de oração para ver se o namoro entre eles seria da vontade de Deus.

E assim foi. Fizeram um propósito de oração e levaram o sentimento ao conhecimento dos pais. "Eu achei que a mãe dela não iria permitir porque todas as pessoas que eu conhecia diziam que sua mãe era muito durona", lembra.

Sabrina conta que depois do propósito resolveram contar a seus respectivos pais. Pelo fato de os adolescentes darem bom testemunho e serem os dois envolvidos com a obra de Deus, a família resolveu abrir um precedente e liberar o namoro, orientando e impondo limites.

A opinião dos pais de Sabrina e Léo é unânime sobre o fato de ser preferível dar uma liberdade controlada sob a guarda da família do que proibir o namoro. Após terem conversado com os pastores das duas igrejas, o namoro foi abençoado.

A "liberdade" tem preço: compromisso pelos estudos, pela obra de Deus e, o mais importante, compromisso em agradar o coração de Jesus com um testemunho de santidade.

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