Quem salvará nossas crianças?

Quem salvará nossas crianças?

Atualizado: Segunda-feira, 3 Outubro de 2011 as 9:24

Uma criança de apenas 10 anos de idade, estudante da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, região do ABC paulista, atirou na professora, Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, e em seguida se matou. O crime ocorreu na tarde desta quinta-feira, (22).

De acordo com a Polícia Militar, a arma usada é do pai do garoto, que é Guarda Civil do município (GCM). Entretanto, o revólver, de calibre 38, era de uso particular, não fazendo parte da corporação. A Corregedoria da GCM deve investigar o caso.

Por quê?

A pergunta que fica é: que motivos uma criança teria para pensar em matar alguém e depois se suicidar? Que noção tão latente de violência ela já teria para praticar esse tipo crime?

Esses questionamentos surgem toda vez que casos assim ocorrem. E nem há necessidade de citar exemplos em outros países, já que no Brasil outro caso parecido aconteceu há 5 meses. Em abril deste ano, uma escola também foi o local escolhido para a realização de um massacre. No Rio de Janeiro, 12 crianças foram mortas e outras 12 ficaram feridas. O assassino, Wellington Menezes, ex-aluno do colégio, se matou em seguida.

Wellington era um rapaz de 23 anos, introspectivo e que vivia a maior parte do tempo navegando na internet, pesquisando sobre atentados terroristas e fundamentalismo religioso. Ele também tinha fascínio por jogos violentos. Ex-colegas dele dizem que na época em que estudava era vítima de bullying. E algumas crianças o apelidavam pelo fato de andar mancando de uma perna.

Até agora não se sabe o que motivou o menino David a atirar na professora e depois se suicidar, mas alguns alunos dizem que ele também sofria bullying, já que havia crianças que o chamavam de ‘manquinho’.

Neste ponto, o fator bullying aparece novamente. E nos obriga a refletir sobre as causas deste mal. Seria a falta de uma educação mais incisiva? Seria a falta de moral? Um ensino de péssima qualidade? O que podemos tirar sobre essas tragédias, que fazem seus autores desejarem a morte tanto de outras pessoas como a deles mesmos?

E o que impressiona nessas histórias é que uma criança de apenas 10 anos de idade tenha cometido algo assim. E devido a isso fica difícil entender como ela teve a ideia de acabar com a própria vida, quando deveria estar envolvida apenas em seu mundo de brincadeiras, infância e lazer. Neste caso, as crianças, hoje, são realmente infantis? Em que a internet está contribuindo para a formação de suas personalidades? Que tipo de jogos estão influenciando o caráter delas?

Como proteger nossas crianças?

Essas e muitas outras perguntas são difíceis também de ser respondidas, porque envolvem muito mais que cidadania, moral ou educação. E nisto podemos acrescentar o lado da fé em Algo que seja maior do que a capacidade dos pais em educar e proteger.

O que conseguimos perceber é que as crianças são alvo tão fáceis, que pode chegar a um ponto de descontrole, como o que aconteceu. A internet influencia, assim como os jogos de vídeo game e outros atrativos que nada têm de infantis.

A própria Bíblia contém dois versos que podem refletir bem esse aspecto: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” (Salmos 127:1)

Você pode fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proteger a sua família, mas se não confiar no Único capaz de guardá-la de verdade, todo o seu esforço poderá ser em vão.

Aproveite a oportunidade, e busque a Deus pela sua família.      

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