Recuperação Pós-Parto

Recuperação Pós-Parto

Atualizado: Segunda-feira, 3 Janeiro de 2011 as 12:50

Descobre-se a gravidez, e nove meses depois o bebê nasce. Para muitos, esse é o fim do processo gestacional - uma ideia equivocada. Na verdade, os reflexos da gravidez ainda duram por alguns meses depois de dar à luz.

São sintomas delicados, motivo pelo qual não são amplamente discutidos. Selecionamos nove pontos específicos da recuperação pós-parto para mostrar como os reflexos da gravidez vão muito além dos nove meses.

1: Você tem contrações

Contrações continuam depois que o bebê nasce. Esse processo se chama involução e começa no parto: primeiro o encolhe-aperta do útero para empurrar primeiro o bebê, depois a placenta, e esse movimento continua acontecendo até que o útero volte ao tamanho e formato que tinha antes da gravidez. As contrações normalmente só são perceptíveis nos primeiros dias após o parto, mas podem durar um pouco mais em algumas pessoas. E elas não são como as contrações do parto; elas não incomodam mães de primeira viagem, mas podem se tornar desconfortáveis depois de sucessivos partos. Elas também podem parecer mais fortes durante a amamentação, já que o hormônio ocitocina, eu é liberado durante a amamentação, também estimula contrações.

2: Você sangra

Mulheres sangram depois do parto, em um período que pode variar entre quatro e seis semanas. É como ter todas as menstruações que se evitou durante a gravidez de uma vez só. Apesar de poder ser bem intenso no começo, o fluxo diminui depois de duas ou três semanas. Hospitais e maternidades oferecem absorventes largos e potentes para os primeiros dias do pós-parto, mas você precisará de mais. Absorventes internos não são permitidos.

3: A primeira evacuação é assustadora

Depois de dar à luz um filho, fazer força não é nada atraente. Certifique-se de que seus pontos estão firmes e podem agüentar os movimentos. Tente usar um banquinho para os pés, de forma a ficar em uma posição mais confortável que a sentada. Hospitais oferecem laxantes – tome-os. Beba muitos fluídos e coma muitas fibras. Se as coisas ficarem complicadas, enemas – introdução de líquido laxativo no ânus – podem ser uma opção, mas esse problema normalmente desaparece nos primeiros dias.

4: Hemorroidas aparecem

Hemorroidas não são mais que a irritação e inchação das veias ao redor do ânus. Elas podem começar a inchar na gravidez e piorarem no parto. Eventualmente, até podem voltar ao tamanho normal, mas enquanto isso não acontece, visitas ao banheiro podem se tornar bastante estressantes. Na hora da evacuação, é normal que sangue apareça – não é nada perigoso, mas pode doer. Tente fazer compressas com ervas medicinais, como a hamamélis, e converse com seu médico se ficar preocupada; há tratamentos para casos mais graves.

5: O cabelo cai

Durante a gravidez, os cabelos param de cair por 40 semanas, e ganha-se uma cabeleira farta. Mas depois que o bebê nasce, todos os fios que não caíram durante a gestação vão embora. Demora alguns meses para que se perceba a perda – que pode ser bem acentuada, principalmente na linha do cabelo –, e ele só começará a crescer novamente no sétimo ou oitavo mês pós-parto. Apesar de algumas mulheres perderem mais cabelo que outras, quase todas terão sua cabeleira original de volta.

6: O suor ficará mais intenso

Durante a gravidez, o corpo fica repleto de água, e depois do parto o líquido precisa se esvair. Algumas vezes mulheres acordam com lençóis encharcados no terceiro dia do pós-parto. Não há nada errado, mas é algo desconfortável, e a quantidade de suor é ainda maior para mulheres que tomaram algum medicamento durante a gravidez – a pitocina, por exemplo, é um antidiurético. No entanto, geralmente, o suor tem seu pico em um dia, ou pouco mais, e pára. Beber muita água pode, na verdade, ajudar a tirar a que precisa sair.

7: Amamentar dói, no começo

Mesmo se você está bem e apenas se ajustando, como toda mãe, a essa nova função corporal, pode surgir alguma dor. Quando o leite aparece na primeira semana, os seios ficam maiores e doloridos. Para ajudar com o desconforto, use água aquecida do chuveiro e ibuprofeno – um analgésico e anti-inflamatório. Amamentar também pode ajudar. Certifique-se que o bebê não sugue o mamilo (o que pode ser bem dolorido), mas sim a auréola – a parte escura ao redor do mamilo. É bom ter uma aula de amamentação e visitar um especialista depois do parto, assim que possível.

8: Amamentar dá fome

Produzir leite para uma amamentação contínua requer muita energia, mais até do que a necessária para desenvolver o bebê no útero. É um apetite que a maioria das mulheres não sente desde a infância. Todos os organismos são diferentes, mas o apetite de mulheres que amamentam pode parecer insaciável. Você também vai querer (e precisar) beber líquidos constantemente; mulheres podem se sentir especialmente sedentas no minuto que começam a produzir leite. Então pegue um copo d’água antes de embarcar nessa.

9: As emoções do pós-parto podem não corresponder à expectativa

Do jeito que as emoções do pós-parto são discutidas, você pensaria em duas opções: encanto completo ou depressão catastrófica. Mesmo que essas duas sensações sejam reais para muitas mulheres, existem muitas, muitas outras. Todas as mulheres experimentam uma variedade ampla de estados emocionais: euforia, alívio, ansiedade, alegria, choque, solidão, tristeza, preocupação, orgulho, confiança e/ou exaustão. Todos esses sentimentos são absolutamente normais e podem aparecer nos primeiros meses – ou dias – do pós-parto.

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