Repreender para educá-la?

Repreender para educá-la?

Atualizado: Quarta-feira, 22 Outubro de 2008 as 12

Você explica milhares de vezes à criança que ela não deve pintar as paredes, que precisa guardar as coisas e arrumar o quarto, comer tudo o que está no prato e parar de jogar produtos no chão do supermercado, mas, enquanto seu desespero e sua frustração crescem, você percebe que seu filho não lhe dá atenção. Parece estar em outro planeta, onde falam um idioma diferente do seu.

Algumas vezes, as advertências dos pais parecem ter efeito contrário ao desejado: a pequena e adorável "fera" busca com renovado ímpeto fazer tudo aquilo que não deve, esgotando a paciência dos adultos.

Outras vezes, os berros e ataques de raiva, com os quais as crianças costumam "presentear" os pais quando eles não cumprem seus desejos (um chocolate, um brinquedo ou um capricho), fazem os maiores perder o controle que tanto tentaram manter.

Parece impossível manter a calma e conseguir com que seu filho mude de atitude? Onde foi que você errou? Qual é a melhor forma de repreender uma criança? Como se deve agir para não perder o controle da situação?

Manter a calma, tentar raciocinar, agir com lógica, focar em um aspecto positivo, recorrer a uma boa dose de paciência e compreensão são algumas das fórmulas que devem ser usadas na difícil missão de repreender os filhos.

Para ajudar os pais na difícil missão de controlar os filhos, algumas recomendações propostas pela psicoterapeuta Teresinha Mello da Silveira, professora do Instituto de Gestalt-Terapia e Atendimento Familiar (IGT), podem ser de grande ajuda.

Imponha limites

As brigas acontecem geralmente porque os pais não impuseram limites, que devem ser apontados pelo "quando é sim, é sim, quando é não, é não". O comportamento desejado pelos pais deve ser passado principalmente através de disciplina. O respeito aos horários, os cuidados com hábitos de higiene e a rotina, de um modo geral, permitem que a criança lide com limites de maneira mais tranqüila.

Faça com que a criança compreenda suas razões

Antes de aplicar qualquer castigo é importante advertir a criança e, somente se ela continuar com o mesmo comportamento, castigá-la. Os castigos, quando utilizados, devem ser compreendidos pela criança.

Infelizmente, os pais têm pouco tempo para criar um ambiente educativo e muitas vezes brigam ou castigam por estarem irritados, sem tempo ou culpados (por não estarem muito presentes) devido ao fato de os filhos não agirem como eles esperam.

Cuidado com os gritos e punições

Pais que brigam e punem com facilidade podem levar as crianças a serem hostis ou submissas e medrosas. Crianças que só são punidas podem criar uma desconfiança do mundo, medo ou se tornarem muito agressivas.

Seja coerente

A melhor forma de educação é o modelo. Os pais devem ser coerentes com aquilo que esperam dos filhos. Além do mais, sempre que disser "não", é não. Não deve haver excesso de proibições, nem só permissões.

Por outro lado, a coerência só é acolhida quando houver também afeto, carinho e amor. O amor é transmitido até nas atitudes de repreensão.

Tenha atitudes positivas

É fundamental que a criança seja reforçada nas atitudes positivas, sendo estimulada a fazer aquilo que os pais acham correto. É importante que ela experimente, dentro do possível, comportamentos diferentes, para que descubra por si só o que é bom e o que é ruim. Os pais devem ver e respeitar a criança do jeito que ela é, pois cada uma é diferente e precisa de formas de educação distintas.

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