Saiba como iniciar as crianças no esporte

Saiba como iniciar as crianças no esporte

Atualizado: Quarta-feira, 20 Agosto de 2008 as 12

O clima das competições olímpicas sempre contagia as crianças, porque os atletas são vistos como heróis. Nesse momento, os pais devem perceber o gosto dos filhos pelos diferentes esportes e pela prática de atividade física.

Desde os três ou quatro anos, as crianças já demonstram disposição para brincadeiras como pular, correr, jogar bola, dançar, brincar na piscina, pular corda, entre outras atividades que servem de introdução ao esporte e contribuem para uma vida saudável. "A atividade física dá agilidade, ajuda no desenvolvimento do corpo, melhora a respiração e, também, a sociabilidade", explica o médico do esporte e pesquisador da Unifesp, Renato Romani.

O hábito de se exercitar adquirido pelas crianças também vem de casa. Eles vêem o pai e a mãe indo para academia, andando de bicicleta, fazendo caminhada e seguem o exemplo. Mas, quais os esportes mais adequados para cada fase do crescimento? O médico Renato Romani orienta:

Crianças de 3 a 5 anos - devem praticar atividades com variações de movimentos e sentir o ambiente esportivo. Normalmente, os pais esportistas influenciam os filhos, colocando-os nos esportes que já praticam. Sugestões: natação, balé, judô, ginástica olímpica, futebol, circo, tênis. Mas sempre com a conotação de brincadeira.

5 a 8 anos - movimentos com mais técnica e evolução. Brincadeiras que fazem parte do dia-a-dia, em que eles aprendem a se movimentar. Mesmas sugestões acima.

9 a 12 anos - é um bom momento para atividades competitivas, em que se aprende a perder e ganhar, colaborando na formação da personalidade. É hora de promover treinamentos mais intensos, que exigem força e movimentos específicos. Nessa fase, começa a aparecer o talento esportivo. Sugestões: handebol, vôlei, corrida, futebol e basquete.

13 a 15 anos - carga alta de treino, foco tático, mas ainda sem trabalhar a força física.

A partir dos 16 anos - este jovem já se diferencia entre os colegas da escola e começa a ser visto como atleta, fazendo com que se distancie dos sedentários e se aproxime dos grupos com mais aptidão física. Se treinar em clubes, pode se tornar federado e até obter patrocínio.

18 anos - é a fase em que pode acontecer uma crise entre os interesses do esportista e da família. O pai de classe econômica mais baixa vê o esporte com bons olhos, como uma oportunidade de aumentar a renda familiar e apóia o filho na continuação da prática esportiva. Já os pais de classe média e média alta geralmente não querem que os filhos optem pelo esporte e sim por cursar faculdade e dar continuidade aos estudos.

Exageros e pressão

Para as crianças, o esporte vai além da atividade física. Ele ensina conviver em sociedade, competir, ganhar e perder, respeitar as regras e a hierarquia. Mas é preciso também ficar atento aos exageros e ao excesso de pressão e cobranças por resultados. "Se os pais e responsáveis não tiverem essa percepção, as crianças podem desenvolver a "Síndrome da Criança Atleta", já descrita na literatura, com reações psicossomáticas como vômitos, diarréia e febre", alerta Romani.

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