Saiba escolher o brinquedo educativo certo para cada idade

No universo infantil, em que a imaginação reina absoluta, até mesmo uma panela, um pedaço de tecido ou um chapéu podem se transformar em objetos lúdicos. “Para os bebês, o próprio corpo é um brinquedo”, diz professora

Fonte: www.disneybabble.com.br/Atualizado: terça-feira, 16 de setembro de 2014 13:41
brinquedos _ criança
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brinquedos _ criançaTaí um mercado dinâmico, o dos brinquedos, que a cada momento apresenta uma novidade, mais divertida, surpreendente, que encanta tanto a turma miúda como a adulta.

Mas para agradar a galerinha, não é preciso investir em presentes caros, cheios de botões, luzes, controle-remoto e alta tecnologia, não. Muitas vezes, as opções simples agradam em cheio e despertam a coordenação motora, o raciocínio e tantos outros aspectos importantes para o desenvolvimento infantil.

“Os brinquedos educativos são excelentes ferramentas, que estimulam e motivam a educação, através do prazer, da diversão e alegria. Eles permitem explorar, descobrir, imaginar e até comunicar”, comenta Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar (PUC-SP).

No universo infantil, em que a imaginação reina absoluta, até mesmo uma panela, um pedaço de tecido ou um chapéu podem se transformar em objetos lúdicos. “Para os bebês, o próprio corpo é um brinquedo”, exemplifica a professora.

Ela observa que o objeto lúdico só terá realmente valor se servir de ferramenta para estreitar o relacionamento entre adultos e crianças, promovendo o desenvolvimento psicomotor, social, afetivo e cognitivo.

E aí entram bonecas, chocalhos, instrumentos musicais... Vale tudo para criar momentos de pura alegria e diversão com o pequeno.

Mas se você não sabe qual a melhor escolha, preparamos um miniguia com todas as dicas, conforme a faixa etária:

De 6 meses a 1 ano: brinquedos de berço, chocalhos, pequenas bolas (8 cm), enfim, opções que estimulem a parte sensorial e motora da criança.
De 1 a 2 anos: aqueles que desenvolvam a parte motora, de puxar e empurrar, carrinhos, caixas para colocar objetos dentro, opções de tecido lavável, para banho, livrinhos com figuras.
De 2 a 3 anos: para melhorar a atividade motora, sobretudo andar, como: triciclos, bolas, puxar e empurrar, carregar, bonecas e bonecos (bebês), brinquedos de encaixe simples.
De 3 a 4 anos: carrinhos, bonecas e seus acessórios, objetos de casa, carrinhos com pedal, fantoches, dedoches, areia, argila, tintas guache, folhas grandes de papel.
De 4 a 6 anos: brinquedos que estimulem a fantasia e criatividade (como bonecas, carrinhos, fantoches, dedoches), jogos de regras simples, pequeno construtor, corda.
De 6 a 8 anos: jogos com regras mais complexas, que envolvem experimentação, assim como patinetes, patins, bonecos (heróis), bonecas (mulheres) e seus complementos.
De 8 a 10 anos: jogos de experimentação, laboratórios, jogos de construção ou de regras, pebolim, skate, jogos de bola com regras, diabolôs, aeromodelos.

E na hora de comprar...

Sempre é bom ficar de olho em algumas características dos brinquedos educativos. A primeira regrinha é conferir se há o selo do Inmetro e verificar as normas de segurança do fabricante.

Preste atenção, também, na qualidade do material. Se o brinquedo for dado com a perspectiva de servir para uma única criança, o material pode ser mais frágil, mas quando usado por várias deve ser bastante resistente, pois qualquer dano tende a causar riscos irreparáveis.

Se o brinquedo for confeccionado na madeira, saiba que, em geral, são mais resistentes. Só atente se não existem farpas e rebarbas no acabamento.

A bióloga Francine Prado, de 28 anos, adora presentar seu sobrinho Lucas, de 7 anos. Mas ela costuma escolher brinquedos que favoreçam brincadeiras em grupos ou, ao menos, duplas.

“Acho que a criançada hoje em dia tende a ficar fechada no seu mundinho, se isolam em jogos eletrônicos e interagem pouco. Por isso, escolho opções que exijam a participação de várias pessoas, como os jogos de tabuleiro. Aí, jogamos juntos e a diversão é garantida. Acho que esses momentos nos aproximam e criam oportunidades para um bate-papo muito legal”, conta.

A professora Maria Angela lembra que, dependendo do grau de dificuldade, a partir dos 3 anos de idade, os jogos eletrônicos também podem ser educativos, assim como os de montagem e quebra-cabeças.

“E não adianta pais e parentes oferecerem brinquedos que não tiveram oportunidade de tê-los na sua infância, porque podem não ser do interesse dos pequenos nem adequados ao seu desenvolvimento. O mais importante é observar e estimular as habilidades e interesses que a criança tem”, aconselha.

 

Fonte: www.disneybabble.com.br

 

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