Saindo das fraldas

Saindo das fraldas

Atualizado: Terça-feira, 12 Julho de 2011 as 8:18

Freqüentemente pais apresentam dúvidas e ansiedades no período intermediário entre o final do uso da fralda e o início do controle urinário e intestinal de seus filhos. O importante é que os pais não se comportem com severidade para que seus filhos abandonem cedo as fraldas, pois isso pode prejudicar a saúde dos pequenos.

Cada criança é especial, diferente das demais, devendo assim, ser respeitada no direito de decidir quando deixar as fraldas. Como acontece com o engatinhar, o andar ou o falar, também aqui os baixinhos têm seu plano temporal.

Os pais geralmente apresentam dúvidas do período em que a criança está preparada para abandonar as fraldas. Descreverei algumas dicas de como os pais podem perceber que seu filho já está no período intermediário entre o final da fralda e o início do controle urinário e intestinal:

Ela avisa quando a fralda está suja; aponta e tenta se expressar através de palavras. Passa a avisar, por meio de sinais e gestos, que "aquilo" está acontecendo, vai acontecer ou já aconteceu. Muitas vezes, retira-se para seu quarto ou lugar mais reservado. Acompanha pais ou irmãos ao toalete e se interessa em saber o que acontece ali. As crianças devem compreender que os movimentos na sua barriga e apressão na bexiga estão relacionados com a evacuação e o ato de urinar. Precisam de referências temporais para chegar em tempo ao banheiro. Os pais que se comportam com severidade para que seus filhos abandonem cedo as fraldas podem prejudicar a saúde dos pequenos. Pesquisas apontam que crianças maiores, portadoras de problemas de micção, em geral foram sentadas no penico muito cedo, com cerca de 17,5 meses.

Para este processo ocorrer de forma saudável existem algumas formas de ajudar seus filhos:

Encarar este período de troca de fraldas do bebê como um momento em que você passa com seu filho: aproveite para conversar com ele, acariciá-lo, trocar olhares de cumplicidade e amor. Os bebês aprendem imitando. Portanto seria ideal não fechar a porta do toalete. Deixar a criança decidir se quer usar um peniquinho ou um assento especial colocado sobre o vaso sanitário. Fazer com que a criança compreenda que as fezes ou urina são apenas resíduos sem ligação ao seu corpo, que são eliminados, com isso poderá lidar melhor com a "perda". Mais cedo ou mais tarde todos acabam abandonando as fraldas. Ansiedade ou intolerância só dificultam o processo. Se houver uma demora excessiva para a retirada é necessário inicialmente procurar um pediatra. Ele irá investigar se existe algum distúrbio orgânico, caso não haja causas orgânicas, é importante procurar um psicólogo, pois a causa com certeza é de origem emocional.    

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