Sem comparações, por favor

Sem comparações, por favor

Atualizado: Segunda-feira, 23 Junho de 2008 as 12

Muitas mães possuem o hábito de comparar direta ou indiretamente seu filho com os filhos dos outros. Essa atitude é péssima para a educação da criança ou adolescente, principalmente porque acaba com a auto-estima e faz com que o jovem se sinta rejeitado.

De acordo com o livro "O desafio de criar os filhos", de Sylvia Jane Crivella, as observações como "ficaria tão feliz se você fosse igual a fulano" ou "Siclano é quem sabe se vestir" trazem inserida uma rejeição. Para o jovem é como se o pai ou a mãe preferisse aquela criança como seu filho.

"Não há nada de errado em corrigir o comportamento e a maneira inconveniente de se vestir. Na verdade, o que devemos evitar são as comparações. Cada um de nós é um ser único em todo o Universo. Temos defeitos e qualidades. Enquanto os defeitos devem ser corrigidos, as qualidades devem ser elogiadas", ensina a autora.

Quando o assunto é estudo, Sylvia Crivella revela em seu livro que, muitas vezes, quando uma criança não vai bem na escola, não significa que não esteja se esforçando. Talvez, seu talento seja outro.

"O fato de valorizarmos uma qualidade ou um dom ajudará, com certeza, o jovem a progredir nas áreas em que é mais fraco. Na verdade, não há nada mais desencorajador do que não ter qualidade alguma aos olhos dos pais", relata o livro.

A autora ainda alerta que a falta de incentivo dos pais pode levar os jovens à depressão porque eles acreditam que nunca vão conseguir chegar ao padrão esperado pelos pais.

A mãe deve, então, mostrar sempre que seu filho é muito amado, que ninguém é igual, revelar seus erros e acertos, ensinado o caminho do bem, se apresentar disposta a ajudá-lo quando preciso, principalmente nos momentos de fraqueza.

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