Taxa de desemprego juvenil é maior do que do restante da população

Taxa de desemprego juvenil é maior do que do restante da população

Atualizado: Quarta-feira, 6 Janeiro de 2010 as 12

A taxa de desemprego entre os jovens brasileiros é 2,04 vezes maior do que a do restante da população, segundo revela estudo realizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), intitulado "Perfil do Trabalho Decente no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (16).

De acordo com o levantamento, enquanto a população de 16 a 64 anos enfrentava uma taxa de desemprego de 8,3% em 2007, entre os jovens de 15 a 24 anos, esse percentual era de 17%, uma diferença de 8,7 pontos percentuais.

Entre as mulheres esse número era ainda maior, de 22,1%, contra 13,2% para os homens. Já a diferença entre negros e brancos era de 2,1 pontos percentuais, sendo 18% e 15,9%, respectivamente. No que diz respeito às populações rural e urbana, os números apurados foram de 7,1% e 18,8%, nesta ordem.

Motivos

Ainda conforme a pesquisa da OIT, a taxa de desemprego entre os jovens elevou-se 5,1 pontos percentuais em 15 anos, já que em 1992 ela era de 11,9%.

Em 2007, do total de trabalhadores desocupados, 46,7% eram jovens, o que equivalia a 3,6 milhões de pessoas.

Dentre os motivos apontados para as elevadas taxas de desemprego juvenil, estão a alta taxa de natalidade, que resultou em uma onda jovem na década de 1990 e a primeira metade do século XXI, pressionando, assim, a oferta de postos de trabalho, fenômeno, que, segundo a OIT, deve se estender, mesmo em menor ritmo, até meados de 2020.

Além disso, é expressivo o número de jovens que se dedicam aos afazeres domésticos, sobretudo entre as mulheres, situação que piora quando ocorre gestação na adolescência.

Nem estudo, nem trabalho

O estudo da OIT verificou também o número de jovens que não estudavam nem trabalhavam entre os anos de 1992 e 2007.

Assim, apurou que, em 2007, 18,8% ou 6,4 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam nessas condições no Brasil, o que corresponde a um em cada cinco jovens.

O percentual é menor do que o apurado em 2002, quando estava situado em 21,1%, entretanto, ainda é bastante expressivo na visão da OIT.

Por: Gladys Ferraz Magalhães

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