Técnica possibilita usar sêmen de homens com HIV

Técnica possibilita usar sêmen de homens com HIV

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 10:53

Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, revisaram estudos realizados com 1.800 casais que mostra que aqueles cujo homem tem HIV e a mulher não podem engravidar com ajuda da reprodução assistida sem a preocupação de que o bebê e a mulher sejam infectados.

A técnica foi feita a partir da “lavagem” do sêmen para depois ser utilizado na inseminação. No final do experimento, foi observado que as mulheres e os bebês não foram contaminados, ou seja, não apresentaram resultado positivo para o vírus da aids. Sonia Regina Lambert Passos, pesquisadora que participou da revisão, explica porquê. “Somente 4 dos 11 estudos relataram testagem viral nos sêmens depois de lavados, e as taxas de positividade para o HIV variaram de 2,5% a 7,7%. É importante frisar, no entanto, que somente sêmens com resultado negativo para o HIV pós-lavado do esperma foram empregados para reprodução assistida.”

As técnicas de lavagem de sêmen são utilizadas desde 1992 para todos os procedimentos de reprodução assistida - independente dos casais serem soropositivos. Segundo Áurea Abbade, presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (GAPA), o uso desse procedimento, porém, não é comum. Ela acredita que o motivo seja o alto custo (veja quadro abaixo). “Por causa do valor, as pessoas acabam recorrendo a outros métodos”, afirma. Áurea conta que as mulheres portadoras do vírus da aids muitas vezes optam por engravidar e, para que a criança não seja infectada, seguem à risca o acompanhamento que consiste em pré-natal, anti-retrovirais durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Além do parto cesárea – que é o modo mais seguro de dar à luz sem haver troca de sangue entre a mãe e o bebê. “É um jeito mais barato e que já vem sendo feito há anos”, comenta.

Onde fazer Os interessados podem procurar centros públicos especializados em reprodução assistida. A maioria se encontra em universidades federais e estaduais, como a UERJ, UFF, USP, Unifesp e UFRGS. Se o casal preferir clínicas particulares, os endereços podem ser consultados em uma lista de centros associados no site da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida . O valor em clínicas ligadas a ONGs gira em torno de R$ 3.000,00 (inseminação) e R$ 8.000,00 (fertilização in vitro ), contando os remédios e procedimentos. Os interessados podem procurar centros públicos especializados em reprodução assistida. A maioria se encontra em universidades federais e estaduais, como a UERJ, UFF, USP, Unifesp e UFRGS. Se o casal preferir clínicas particulares, os endereços podem ser consultados em uma lista de centros associados no site da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida . O valor em clínicas ligadas a ONGs gira em torno de R$ 3.000,00 (inseminação) e R$ 8.000,00 (fertilização in vitro ), contando os remédios e procedimentos.      

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