Um estudo da fundação francesa Scelles apontou que mais de 40 milhões de pessoas se prostituem

Mais de 40 milhões de pessoas se prostituem no mundo

Atualizado: Sexta-feira, 20 Janeiro de 2012 as 11:05

Um estudo da fundação francesa Scelles apontou que mais de 40 milhões de pessoas se prostituem atualmente por todo o mundo. O relatório levou em consideração 24 países e a partir disso traçou um paralelo em relação ao restante do mundo.
Entre os países analisados diretamente pela fundação estão França, Estados Unidos, Índia, China e México. Ainda de acordo com o relatório, 75% das pessoas que se prostituem são mulheres entre 13 e 25 anos.
Os números divulgados pela fundação francesa apontam cerca de 42 milhões de pessoas nesta condição pelo mundo. A cada 10, nove estariam ligados a cafetões ou grupos que organizam esse tipo de atividade.
O documento denuncia também o tema da exploração sexual por redes de tráfico, que inclui crianças e adolescentes provenientes de diversos países. A fundação estima que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.
"Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente", aponta o relatório.

América Latina
A América Latina registra 10% do tráfico de pessoas para a prostituição, mas a fundação francesa acredita que o número de pessoas se prostituindo no Brasil poderá aumentar.
Isso porque o país irá sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. De acordo com o relatório, eventos esportivos desse porte contribuem para o aumento da prostituição nos países.
"Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual", apontou o relatório, que citou o caso da África do Sul, sede da Copa do Mundo de 2010. Durante o evento, de acordo com o documento, o número de pessoas se prostituindo no país teria aumentado 40%.
Por fim, o relatório alerta que a internet é atualmente um dos principais meios utilizados por redes de tráfico sexual para recrutar principalmente mulheres para países europeus. A maioria das “selecionadas” é menor de idades, concluiu o documento.

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