Veja como continuar amamentando mesmo depois da licença-maternidade

Veja como continuar amamentando mesmo depois da licença-maternidade

Atualizado: Segunda-feira, 2 Agosto de 2010 as 9:29

Na teoria tudo funciona. A Organização Mundial da Saúde recomenda leite materno exclusivo até o 6º mês de vida, e a legislação brasileira nos garante o direito de amamentar. Mas a conta não fecha para a maioria das mulheres: 4 meses de licença-maternidade mais 15 dias de licença-amamentação (por atestado médico) não somam os 6 meses, nem juntando 1 mês de férias. O que fazer? Tirar o leite no trabalho é a única alternativa para que ele não seque.

Quem trabalha perto de casa, ou deixa o bebê em um berçáriopróximo à empresa, pode usar os dois intervalos de meia hora por dia aos quais tem direito para amamentar até que a criança complete 6 meses. Quem não tem essa alternativa precisará esvaziar os seios duas vezes por dia no trabalho. O ideal é que as empresas tenham uma sala com poltronas, pia (para higienizar mãos e seios) e uma geladeira ou freezer para armazenar o leite. Se não tiver, improvise. Em uma sala com pia ou perto de uma (jamais no banheiro!), lave as mãos e os seios, tire o leite, coloque-o em frascos de vidro esterilizados e refrigere. Transporte-os em caixa de isopor e, em casa, guarde-os de volta no freezer ou congelador. Caso não tenha nenhuma sala assim no trabalho, tire o leite no banheiro e descarte-o. O objetivo é só manter a produção do leite. Nesse caso, vale se organizar e pressionar seu sindicato e sua empresa para exigir alguma sala com infraestrutura.

Produção: Maite Lamarco

BBtrends (11) 3377 9200 / Cecília Dale (11) 3064 2644 / The Best Baby (11) 3083 6444.

Fontes: Eneida Dutra, consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria; Helena Maria Diniz, presidente da comissão da mulher da OAB-SP; Marina Réa, fundadora da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar; Márcia Regina da Silva, coordenadora do Banco de Leite do Hospital São Luiz (SP); Sonia Salviano, presidente do departamento de aleitamento da Sociedade de Pediatria do DF

Por: Bia Reis

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