Líder da Palestina pede que Brasil boicote produtos de Israel

Em encontro com o presidente palestino, Aloysio Nunes firmou o apoio do Brasil à Palestina.

fonte: Guiame, com informações de EFE

Atualizado: Terça-feira, 6 Março de 2018 as 10:30

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, se reúne com o chanceler Aloysio Nunes, em Ramallah. (Foto: Abbas Momani/AFP)
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, se reúne com o chanceler Aloysio Nunes, em Ramallah. (Foto: Abbas Momani/AFP)

O ministro das Relações Exteriores do Brasil se reuniu nesta quinta-feira (1) com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Na ocasião, os líderes discutiram sobre o atual cenário do Oriente Médio e o conflito israelo-palestino.

Abbas apresentou a Aloysio Nunes a proposta de realizar uma conferência internacional ainda em 2018, com o objetivo de desbloquear o processo de paz no Oriente Médio e facilitar as negociações com Israel, de acordo com a agência de notícias da palestina Wafa.

O líder palestino agradeceu o Brasil — que reconheceu o Estado da Palestina em 2010 — pelo apoio à causa palestina e expressou seu interesse em fortalecer os laços com a nação brasileira.

Nunes, que esteve em visita oficial à Palestina depois de concluir uma visita de dois dias a Israel, reafirmou seu apoio à solução dos dois estados e declarou que o governo brasileiro quer fortalecer suas relações bilaterais com a Palestina.

O ministro brasileiro também se reuniu com o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, e com o primeiro-ministro Rami Hamdallah, com quem discutiu o futuro do processo de paz e o impacto do reconhecimento dos Estados Unidos sobre Jerusalém como capital de Israel.

Durante a reunião, Al-Maliki pediu um boicote a produtos fabricados em assentamentos israelenses, em territórios ocupados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias.

Eles também discutiram como fortalecer sua cooperação em setores como agricultura, energia, educação, saúde, economia e através da importação de produtos palestinos, como propõe Al-Maliki, para encorajar a economia palestina e facilitar a sua independência.

“Foi sugerida, por exemplo, a negociação de um acordo entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e uma instituição palestina com o objetivo de incentivar o empreendedorismo no país árabe”, declarou a Agência de Notícias Brasil-Árabe.

Nunes ainda sugeriu aumentar o intercâmbio cultural, argumentando que no Brasil a produção literária, artística e cinematográfica da Palestina é pouco conhecida. Na área de saúde, os dois países já realizaram ações de cooperação.

 

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