Reconhecer Jerusalém como capital de Israel pode gerar violência, diz Liga Árabe

Diante das promessas dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, a Liga Árabe anunciou que qualquer movimento poderia alimentar o extremismo e a violência.

fonte: Guiame, com informações de Folha de São Paulo

Atualizado: Terça-feira, 5 Dezembro de 2017 as 1:15

Ahmed Aboul Gheit, secretário-geral da Liga Árabe. (Foto: Khaled Desouki/AFP)
Ahmed Aboul Gheit, secretário-geral da Liga Árabe. (Foto: Khaled Desouki/AFP)

Diante das promessas dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, a Liga Árabe anunciou no sábado (2) que qualquer movimento do governo de Donald Trump poderia alimentar o extremismo e a violência.

Uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA afirmou que Trump pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel em um anúncio na próxima semana, segundo a agência Reuters.

Durante sua campanha presidencial, Trump prometeu que a embaixada americana de Tel Aviv seria transferida para Jerusalém, mas a proposta vem sendo adiada desde que ele assumiu o cargo de liderança dos EUA.  

Enquanto a comunidade internacional considera Tel Aviv como capital de Israel, os palestinos querem que Jerusalém seja a capital de seu futuro Estado, embora a cidade abrigue locais sagrados para o judaísmo, islamismo e cristianismo.

“Hoje, dizemos muito claramente que tomar tal ação não é justificado... Não servirá à paz ou à estabilidade, mas irá alimentar o extremismo e a violência”, anunciou o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit Aboul Gheit. “Ele só beneficia um lado, o governo israelense, que é hostil à paz”.

Embora as informações sejam do reconhecimento próximo de Jerusalém, a Casa Branca nega que qualquer decisão já tenha sido tomada. A porta-voz da Presidência, Sarah Sanders, afirmou que um anúncio nesse sentido seria “prematuro”.

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