Segundo líder da Al Qaeda foi morto por agentes israelenses no Irã

A execução foi resultado de uma missão conjunta entre Israel e Estados Unidos.

fonte: Guiame, com informações da CBN News / New York Times

Atualizado: Terça-feira, 17 Novembro de 2020 as 9:58

Al-Masri, um dos membros fundadores da Al Qaeda, foi acusado nos Estados Unidos pelos atentados mortais de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos e centenas de feridos. (Imagem: FBI.gov / Reprodução)
Al-Masri, um dos membros fundadores da Al Qaeda, foi acusado nos Estados Unidos pelos atentados mortais de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos e centenas de feridos. (Imagem: FBI.gov / Reprodução)

O segundo líder da Al Qaeda, acusado de crimes relacionados a vários ataques a embaixadas americanas na África em 1998, foi morto a tiros em agosto durante uma operação conjunta israelense-americana.

O New York Times deu a notícia da morte de Abu Muhammad al-Masri na última sexta-feira, citando quatro funcionários da inteligência dos EUA.

De acordo com o relatório, Estados Unidos e Israel trabalharam juntos para rastrear o terrorista, mas foram os agentes israelenses do Mossad que o executaram.

A missão chegou ao auge no dia 7 de agosto, quando agentes israelenses em Teerã atiraram contra al-Masri e sua filha Miriam em um beco no aniversário dos ataques à embaixada.

Miriam era viúva do filho de Osama Bin Laden, Hamza, que foi morto em uma operação nos Estados Unidos no ano passado. A Associated Press informou que ela era um alvo deliberado da operação e estava sendo preparada para a liderança dentro da organização terrorista.

Al-Masri, um dos membros fundadores da Al Qaeda, foi acusado nos Estados Unidos pelos atentados mortais de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, que deixaram 224 mortos e centenas de feridos.

O fato de al-Masri estar escondido no Irã é surpreendente alguns investigadores e analistas. Como é uma nação muçulmana xiita, o Irã é um inimigo ferrenho da Al Qaeda, um grupo terrorista muçulmano sunita. Oficiais da inteligência disseram ao The Times que al-Masri estava sob a "custódia" do Irã desde 2003, mas vivia livremente no país há vários anos.

As autoridades iranianas tentaram encobrir a ação que levou à morte de Al-Masri, alegando que um professor de história libanês e sua filha foram as vítimas do assassinato. A Al Qaeda também não anunciou sua morte.

Israel e os EUA são parceiros de inteligência há muito tempo, pois os EUA são tipicamente mais hábeis em coleta de inteligência e Israel altamente treinado em operações clandestinas em território inimigo.

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