Sinédrio envia carta a Trump pedindo que ‘acordo de paz’ não prejudique Israel

O Sinédrio, constituído por juízes judeus, pediu a Donald Trump que o acordo de paz não provoque a divisão da terra de Israel.

fonte: Guiame, com informações do Breaking Israel News

Atualizado: Quarta-feira, 6 Março de 2019 as 3:19

O Sinédrio é uma assembleia de juízes de Israel que voltou a ser estabelecida nos dias atuais. (Foto: Nati Shohat/Flash90)
O Sinédrio é uma assembleia de juízes de Israel que voltou a ser estabelecida nos dias atuais. (Foto: Nati Shohat/Flash90)

O Sinédrio de Israel publicou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes do anúncio de seu plano de paz para o Oriente Médio. O acordo deve ser divulgado após as eleições israelenses em 9 de abril.

Jared Kushner, conselheiro e genro de Trump, está atualmente em turnê na região para angariar apoio ao tão esperado plano. Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido revelados, acredita-se que o plano inclua o estabelecimento de um estado palestino na adjunto a Judeia e Samaria, bem como uma capital palestina em Jerusalém.

Na carta, os rabinos do Sinédrio expressaram seu apreço pelo que o governo Trump fez pelo Estado de Israel, em particular, pela transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém. Ao mesmo tempo, demonstraram sua preocupação com o “acordo do século”.

O Sinédrio é apresentado na Bíblia como uma assembleia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel. Depois de ser dissolvido em 358 d.C., os rabinos israelenses entraram em consenso e restabeleceram um novo Sinédrio.

“Reconhecemos que nem todos estão errados e estamos convencidos de que você tem boas intenções para fazer o acordo de paz. No entanto, a paz só pode ser alcançada se não for contrária à vontade do Criador. Isso significa que a paz só pode ser implementada por qualquer um que decidir assegurar que todas as terras mencionadas na Bíblia sejam concedidas como herança eterna ao povo de Israel, a semente de Abraão, Isaque e Jacó”, afirma o texto.

Os rabinos Yoel Shwartz, Yishai Babad, Yonatan Ben Eliezer, Arel Segal Halevy, Boaz Melet, Dov Stein e Hillel Weiss, que assinaram a carta, pediram que o governo Trump não apresente “nenhum plano que viole os direitos divinos do povo de Israel a toda a sua terra”.

“O Criador do Mundo não concedeu quaisquer direitos de colonização nas fronteiras da Terra Santa a outras nações, inclusive aos inimigos do povo de Israel. Se você agir de acordo com esses princípios, você terá a bênção garantida do [Tribunal Rabínico] e do céu. Assim, os seus mandatos serão repletos de sucesso, tanto para você como para os EUA”, acrescentaram.

O rabino Weiss observou que Trump entrou na Casa Branca como resultado da permissão divina, apesar dos esforços da mídia e dos políticos de esquerda para derrubá-lo.

“Eu não sou um profeta, mas Trump está claramente sendo abençoado com sucesso”, disse o rabino Weiss. “Essa bênção é resultado de seu apego a Jerusalém. Se ele quiser completar seu mandato, ele deve continuar com isso”.

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